Saúde

Número de casos de Ebola na RDC supera 8 mil, enquanto o país enfrenta múltiplas crises

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Surto recorde de Ebola no Congo é o maior da história do país, agravado por violência e desconfiança

Equipe médica em centro de tratamento de Ebola na RDC
Imagem: G1

O governo da República Democrática do Congo confirmou que o número de casos de Ebola ultrapassou 8.000, tornando-se o maior surto já registrado no país. A epidemia, que começou em 2022, evolui em um cenário de violência, dificuldades na saúde e ameaças ambientais.

Segundo o governo da República Democrática do Congo, o número de casos confirmados de Ebola atingiu 8.067, com 3.901 mortes até o momento. Essa é a maior quantidade de casos já registrada na história do país, desde o início do surto na região. Especificamente, o surto atual envolve a cepa Bundibugyo, considerada altamente letal.

O monitoramento aponta que o surto, que começou em 2022, superou a epidemia de 2018-2020, tornando-se o mais grave até agora, ficando atrás apenas do surto de 2014-2016 na África Ocidental, que infectou mais de 28.600 pessoas e causou mais de 11.000 mortes na Guiné, Libéria e Serra Leoa. Ainda não há cura definitiva para o Ebola, e a vacinação contra a doença começou recentemente para profissionais de saúde, mas, devido às condições de conflito e desconfiança, o controle da epidemia enfrenta obstáculos consideráveis.

Em Butembo, uma das regiões mais afetadas, o centro de tratamento de Ebola está completamente lotado, obrigando profissionais de saúde a adaptarem leitos inicialmente reservados para suspeitas para pacientes confirmados, segundo relato de fontes da CNN Brasil. Essa situação reflete a sobrecarga do sistema de saúde, que luta para atender a uma demanda crescente e irregular, agravada pela violência na área, onde grupos armados dificultam o trabalho das equipes médicas e deixam a população ainda mais vulnerável.

Além do desafio sanitário, a crise humanitária no país se aprofunda. Desde maio, quase 4.000 pessoas morreram devido à epidemia, enquanto o país também enfrenta ameaças de grupos armados, aumento da fome, desespero generalizado e surtos de outras doenças. Nesse contexto, ONGs e a missão de paz das Nações Unidas, liderada pelo Brasil, vêm tentando ajudar, embora a situação seja marcada por desconfiança e dificuldades logísticas.

Em uma tragédia que chamou atenção internacional, o político Marie-Celestin Karondwa morreu após ser espancado por defender a prevenção ao Ebola em uma rádio na cidade de Butembo. Segundo relatos, ele participou de um programa de rádio e foi vítima de violência pouco tempo depois, numa demonstração da instabilidade e do clima de hostilidade que permeia a região durante essa crise de saúde pública. O caso foi noticiado pelo UOL Notícias, mas ainda não há confirmação oficial de todos os detalhes."

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O que sabemos?

  • O número de casos de Ebola na RDC ultrapassou 8 mil.
  • O surto atual é causado pela cepa Bundibugyo.
  • Cerca de 3.900 mortes já foram registradas.
  • O crescimento dos casos é o maior da história do país.
  • A violência e a desconfiança dificultam o combate à epidemia.

Fontes

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