São Paulo confirma 41 casos de sarampo e apura a origem dos surtos
Maior parte dos infectados não tinha vacinação completa, e o estado reforça a importância da imunização
Em São Paulo, já são 41 casos confirmados de sarampo neste ano, com destaque para a baixa taxa de vacinação entre os infectados. O monitoramento das cadeias de transmissão segue em andamento, enquanto o município busca controlar o avanço da doença.
São Paulo confirmou oficialmente 41 casos de sarampo até o momento nesta ano, segundo informações da Secretaria de Saúde do estado, ainda não confirmadas oficialmente por fontes independentes. A maior parte desses pacientes, cerca de 75%, não tinha esquema completo de vacinação ou não se vacinou, o que reforça a preocupação das autoridades. Desses casos, 37 estão na capital paulista, enquanto os demais foram registrados em São Bernardo do Campo, Guarulhos e Santo André, respectivamente. Nenhum dos infectados até agora apresentou óbito em decorrência da doença.
Segundo a secretaria, uma parcela considerável, aproximadamente 61%, dos casos ocorre em crianças menores de 2 anos, faixa de maior vulnerabilidade. Apesar do aumento de casos, há sinais de que a situação está sob controle, com o monitoramento das cadeias de transmissão do sarampo iniciado em junho. Ainda de acordo com a fonte, para que uma cadeia de transmissão seja considerada encerrada, é necessário que se passem 12 semanas sem novos registros, a partir do início do exantema – a conhecida mancha vermelha na pele do paciente.
A primeira cadeia detectada neste ano, relacionada a dois casos importados, foi encerrada após o período de 12 semanas sem novos casos. Já as cadeias de junho, julho e agosto permanecem sob investigação. Enquanto isso, a vacinação contra o sarampo no estado vem registrando avanços: a cobertura da primeira dose subiu de 86,56% em abril para 93,24% em julho, e a aplicação da segunda dose aumentou de 72,72% para 78,37% no mesmo período. A vacina é disponibilizada gratuitamente em todas as unidades básicas de saúde dos 645 municípios paulistas, tentando ampliar a proteção da população diante do surto.
O risco de transmissão ainda é uma preocupação, pois o Brasil continua sob vigilância para a eliminação da transmissão endêmica do sarampo, mesmo com os casos confirmados em São Paulo, no Amazonas e no Rio de Janeiro. As autoridades de saúde destacam que esse objetivo só será atingido quando todas as cadeias de transmissão forem interrompidas, o que, até o momento, ainda depende de o estado manter o controle e ampliar a cobertura vacinal. Além disso, o aumento nos registros reforça a importância de a população se imunizar, especialmente as crianças pequenas, para evitar que o surto se intensifique ainda mais.
O que sabemos?
- São Paulo tem 41 casos confirmados de sarampo até o momento.
- Cerca de 75% dos infectados não tinham esquema completo de vacinação ou não se vacinaram.
- A maior parte dos casos ocorre em crianças menores de 2 anos.
- Os casos estão distribuídos na capital, São Bernardo do Campo, Guarulhos e Santo André.
- As cadeias de transmissão iniciadas em junho continuam sob monitoramento, com a expectativa de encerramento após 12 semanas sem novos registros.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





