Saúde

Dança perde espaço entre jovens da Geração Z, mas faz bem à saúde, apontam especialistas

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Com o crescimento das redes sociais e mudanças culturais, o ato de dançar vem sendo cada vez mais deixado de lado, embora seus benefícios físicos e mentais permaneçam evidentes

Jovens dançando em uma pista de discoteca
Imagem: Folha de S.Paulo

Apesar da diminuição na frequência de jovens em festas e casas noturnas, a prática de dançar traz melhorias significativas na saúde física, emocional e na socialização. Especialistas explicam por que esse hábito deve ser valorizado em tempos de isolamento social e mudanças culturais.

Segundo fontes da Folha de S.Paulo, a popularização de plataformas como TikTok levou muitos jovens a aprender coreografias virais, mas, ao mesmo tempo, também revela uma tendência de isolamento nas pistas de dança tradicionais. Nas redes sociais, é comum encontrar vídeos irônicos ou reflexivos que mostram a diminuição do interesse de adolescentes e jovens adultos em participar de festas, especialmente entre a Geração Z. Ainda de acordo com a fonte, essa mudança é influenciada por diversos fatores, incluindo o medo de estar sendo filmado sem permissão, o que pode travar as pessoas na hora de se soltarem na pista, além de uma cultura de alta performance onde a vulnerabilidade é vista como fraco.

O ambiente de festas também vem se adaptando a essa nova realidade. Segundo informações não confirmadas oficialmente, várias casas noturnas ao redor do mundo passaram a criar regras específicas para evitar registros fotográficos e vídeos dos frequentadores, inclusive colocando adesivos sobre câmeras na entrada. Em Ibiza, tradicional polo da vida noturna, muitos clubes adotaram a política de 'phone-free' — ou seja, proibindo o uso de celulares durante a permanência no local — uma tentativa de resgatar a espontaneidade das danças e o contato social verdadeiro. Ainda não há confirmação de adesão generalizada dessas regras, mas a tendência já é perceptível.

Sobre os benefícios que a dança traz, segundo o especialista Peter Lovatt, psicólogo e autor do livro 'The Dance Cure', ela ativa áreas do cérebro responsáveis por emoções, memória e tomada de decisão, estimulando a criatividade e a flexibilidade mental. Além do aspecto emocional, dançar também faz bem ao corpo, melhorando a capacidade cardiorrespiratória, fortalecendo músculos e elevando o risco de doenças cardiovasculares. Ainda ajuda no desenvolvimento de equilíbrio, coordenação motora, flexibilidade e consciência corporal. Para a sociedade, a prática funciona como ferramenta de conexão social, fortalecendo vínculos através da sincronização de movimentos em grupos, o que aumenta o sentimento de pertencimento e cria laços mais sólidos, conforme estudo da Universidade de Oxford.

Diante de tudo isso, fica evidente que, apesar das mudanças nas preferências culturais, dançar continua sendo uma atividade de grande valor para saúde física, mental e social. Enquanto novos hábitos moldam a rotina das próximas gerações, reconhecer a importância da dança como práticas que promovem bem-estar é um passo importante para promover uma cultura que valorize mais o movimento, a liberdade e a conexão entre as pessoas.

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O que sabemos?

  • A popularização das redes sociais como TikTok aumentou a disseminação de coreografias virais entre jovens.
  • Há uma tendência de jovens da Geração Z se afastarem de festas e pistas de dança tradicionais.
  • Casas noturnas ao redor do mundo estão adotando regras para limitar registros fotográficos, promovendo ambientes 'phone-free'.
  • Dançar traz benefícios físicos e mentais, incluindo melhora do condicionamento, criatividade e fortalecimento de vínculos sociais.

Fontes

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