Saúde

Pesquisadores identificam biomarcadores no sangue que podem prever resposta à imunoterapia contra câncer de pulmão

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Estudo revela potencial de exames sanguíneos para melhorar tratamento de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas

Ilustração de células do sistema imunológico combatendo células cancerígenas
Imagem: Folha de S.Paulo

De acordo com fonte apoiada pela Fapesp, análise de sangue de pacientes com tumores metastáticos revelou perfis que podem indicar maior chance de sucesso na imunoterapia. A pesquisa busca acabar com a imprevisibilidade no tratamento do câncer de pulmão, que é uma das doenças mais avançadas na sua fase diagnóstica.

Uma descoberta promissora relacionada ao tratamento de câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP), que representa cerca de 85% de todos os tumores pulmonares, vem ganhando destaque na comunidade médica. Segundo informações de uma fonte apoiada pela Fapesp, pesquisadores analisaram amostras de sangue de pacientes com tumores metastáticos antes do início do tratamento com imunoterapia, uma técnica que estimula o próprio sistema imunológico a combater as células cancerígenas.

A imunoterapia já é considerada uma das maiores evoluções no tratamento do câncer de pulmão, maior causa de morte por câncer no mundo. Contudo, sua eficácia varia consideravelmente de paciente para paciente, dificultando a previsão de resultados positivos. Ainda não há métodos totalmente confiáveis para saber quem responderá ao tratamento, o que faz com que muitos pacientes passem por procedimentos que, às vezes, podem não ser eficazes para eles.

O estudo revelou que, ao analisar o perfil de células de defesa do sangue, especificamente as que compõem os linfócitos T — um grupo de células-chave no combate ao câncer — é possível obter informações importantes. Segundo a fonte, essas células possuem proteínas na sua membrana que, ao serem ativadas, podem silenciar a resposta imune e prejudicar a eficácia do tratamento. O uso de anticorpos na imunoterapia bloqueia essas proteínas, reativando a defesa do organismo contra os tumores.

Compreender esse perfil genético e imunológico é considerado o primeiro passo para personalizar os tratamentos, permitindo que médicos decidam com mais segurança quem poderá se beneficiar da imunoterapia. Ainda não se sabe se essa análise de biomarcadores será amplamente implementada na rotina clínica, pois a pesquisa ainda está em fase inicial. A expectativa é que, futuramente, esses exames possam ajudar a reduzir o risco de tratamentos ineficazes e melhorar as taxas de sucesso na luta contra o câncer de pulmão, que geralmente é diagnosticado em estágios avançados, dificultando o controle da doença.

Por ora, as descobertas representam uma luz no horizonte para pacientes e profissionais de saúde, que buscam estratégias cada vez mais precisas para enfrentar uma das doenças mais complexas e desafiadoras na oncologia. A pesquisa ainda não foi confirmada oficialmente, e o clube científico continua estudando o tema para que, quem sabe no futuro, essas informações possam transformar o panorama do tratamento de uma das doenças mais letais atualmente.

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O que sabemos?

  • Estudo analisou sangue de pacientes com câncer de pulmão metastático.
  • Foco na imunoterapia, que estimula o sistema imunológico.
  • Perfis de células de defesa podem indicar resposta ao tratamento.
  • Pesquisa apoiada pela Fapesp, ainda não confirmada oficialmente.

Fontes

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