Saúde

Anvisa aprova terapia inovadora contra câncer de pulmão avançado no Brasil

Confirmada por múltiplas fontes ?

Tratamento com telisotuzumabe vedotina oferece nova esperança para pacientes com tumor de alta expressão da proteína c-Met

Foto ilustrativa de uma célula cancerígena sob microscópio
Imagem: Folha de S.Paulo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou a utilização do medicamento desenvolvido pela AbbVie, tornando o Brasil o segundo país a aprová-lo. A terapia visa pacientes com câncer de pulmão não escamoso e alta expressão do biomarcador c-Met, prometendo ampliar as possibilidades de tratamento.

Na sequência de avanços no combate ao câncer de pulmão, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta segunda-feira (19) o uso do medicamento telisotuzumabe vedotina, uma terapia-alvo destinada a pacientes adultos com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) avançado ou metastático. Segundo fontes da agência, essa decisão faz do Brasil o segundo país a autorizar o uso do medicamento, que já havia sido aprovado pelos Estados Unidos. O tratamento é indicado especificamente para pessoas cujo tumor apresenta alta superexpressão da proteína c-Met, um biomarcador associado ao crescimento desordenado das células cancerígenas. Essa proteína é encontrada em uma porcentagem significativa dos casos de CPNPC não escamoso, que responde por cerca de 80% a 85% dos cânceres de pulmão.

O medicamento, desenvolvido pela biofarmacêutica americana AbbVie, é classificado como ADC (anticorpo droga conjugado), um tipo de terapia que combina um anticorpo altamente específico com um fármaco potente, permitindo atacar as células do tumor de forma mais direcionada e minimizar efeitos colaterais. A aprovação foi baseada no estudo clínico de fase 2 chamado LUMINOSITY, que demonstrou uma taxa de resposta objetiva de 34,6% entre os pacientes do estudo que apresentavam alta expressão de c-Met. Isso quer dizer que mais de um terço dos participantes tiveram redução mensurável do tumor, embora ainda não seja uma garantia de cura, mas um avanço promissor na oncologia de precisão.

Segundo informações da própria AbbVie, o medicamento deve chegar ao mercado brasileiro no primeiro semestre de 2027, após concluir todas as etapas regulatórias e comerciais necessárias. Ainda não há uma previsão oficial de preços ou de disponibilidade nas redes de saúde pública e particular, mas a expectativa é que essa novidade represente uma alternativa adicional para um grupo de pacientes que já passaram por tratamentos sistêmicos, como quimioterapia ou terapias-alvo convencionais, e que enfrentam opções limitadas até o momento. Essa autorização reforça o esforço de aprimoramento dos tratamentos oncológicos no Brasil, que vem consolidando avanços tecnológicos e científicos nos últimos anos.

Por enquanto, a farmacêutica ainda não se manifestou oficialmente sobre detalhes específicos sobre a distribuição, estratégias de acesso ou possíveis custos aos pacientes. A expectativa é de que os profissionais de saúde possam, em breve, integrar essa nova terapia às opções de tratamento, dependendo da confirmação de biomarcadores e da evolução dos estudos clínicos. Portanto, o que se tem até agora é uma esperança renovada para quem luta contra o câncer de pulmão, uma das maiores causas de morte por doença no mundo, agora com uma nova arma no arsenal brasileiro contra essa doença complexa e desafiadora.

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O que sabemos?

  • A Anvisa aprovou o medicamento em 19 de junho de 2023.
  • O medicamento é chamado Emrelis, cujo princípio ativo é telisotuzumabe vedotina.
  • Este tratamento é indicado para câncer de pulmão de não pequenas células com alta expressão da proteína c-Met.
  • A aprovação foi baseada no estudo de fase 2 chamado LUMINOSITY.
  • A taxa de resposta objetiva no estudo foi de 34,6%.
  • O Brasil será o segundo país a aprovar essa terapia, após os Estados Unidos.
  • O medicamento deve chegar ao mercado brasileiro no primeiro semestre de 2027.

Fontes

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