Trump anuncia uso de petróleo venezuelano para reabastecer reservas dos EUA
Após acordo com Venezuela, presidente americano declara que petróleo será usado para fortalecer estoques estratégicos
Donald Trump afirma que petróleo venezuelano será utilizado para reabastecer a Reserva Estratégica dos Estados Unidos, em meio a um acordo que ainda gera dúvidas sobre sua validade e impacto.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (30) que o petróleo proveniente de um novo acordo com a Venezuela será empregado para reabastecer a Reserva Estratégica de Petróleo (SPR) dos Estados Unidos, que atualmente opera com cerca de 40% de sua capacidade total. Segundo Trump, o processo de 'atingir a altura máxima do poço' está para começar, descrevendo o petróleo venezuelano como um 'presente da Venezuela para o povo dos Estados Unidos'.
De acordo com distinções feitas pelas fontes, o acordo recente possibilitará aos EUA controlar mais de 65 bilhões de barris de petróleo venezuelano, em parceria com empresas privadas, abrangendo 17 campos petrolíferos no país sul-americano. Essa quantidade corresponde a aproximadamente um quinto das reservas comprovadas de petróleo na Venezuela, que, segundo o presidente americano, permitirá uma reposição significativa das reservas de emergência do país.
Antes disso, Trump declarou que a Reserva Estratégica, que atualmente armazena cerca de 289,7 milhões de barris — aproximadamente 40% de sua capacidade total de mais de 700 milhões —, passaria por um aumento substancial. Ele também culpou o governo anterior, de Joe Biden, por ter esvaziado o estoque, e afirmou que a iniciativa criaria uma das maiores empresas privadas de petróleo do mundo em volume de reservas, garantindo o abastecimento por décadas. Ainda não há detalhes específicos sobre como o acordo será operacionalizado, nem sobre o prazo para que os efeitos benéficos sejam sentidos pelos motoristas americanos, o que mantém dúvidas quanto à rapidez e à efetividade do plano.
Enquanto o acordo visa revitalizar a indústria petrolífera na Venezuela — que vem enfrentando desafios econômicos e de produção —, a líder interina venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou que a iniciativa poderia gerar cerca de US$ 209 bilhões (R$ 1,1 trilhão) em receitas para o Estado, baseando-se num preço de referência de US$ 65 (R$ 337) por barril. Ainda assim, ela reconheceu que os preços do petróleo podem variar, e que cerca de US$ 19 (R$ 98,50) de cada barril produzido no âmbito do acordo seriam destinados diretamente à Venezuela, o que representaria um aumento relevante nas receitas do governo venezuelano. Apesar de os detalhes estarem ainda pouco esclarecidos, o fato de os Estados Unidos controlarem 55% da produção da joint venture — que envolve 17 campos e as reservas venezuelanas — levanta especulações sobre o impacto geopolítico e econômico do pacto.
Especialistas ressaltam que, apesar de a iniciativa ter potencial para reforçar o abastecimento de petróleo nos EUA, o sucesso a curto prazo ainda é incerto, uma vez que o esforço envolve investimentos e obras de infraestrutura na Venezuela para ampliar sua produção. Assim, embora Trump tenha destacado o trato como um 'presente' ao povo dos EUA, ainda não há uma previsão concreta de quando essas reservas começarão a ser usadas de fato ou de que modo o acordo pode modificar o cenário energético global neste momento de contínuas instabilidades no mercado petrolífero.
O que sabemos?
- Donald Trump afirmou que os EUA usarão petróleo venezuelano para reabastecer suas reservas estratégicas.
- O acordo com a Venezuela possibilita controle de mais de 65 bilhões de barris de petróleo, aproximadamente um quinto das reservas venezuelanas.
- A Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA atualmente contém cerca de 290 milhões de barris, ou cerca de 40% de sua capacidade total.
- O presidente venezuelano interino declarou que o acordo pode gerar US$ 209 bilhões em receitas para o país.
- Ainda não há detalhes definitivos sobre o funcionamento do acordo ou o prazo para os benefícios serem percebidos pelos americanos.
Fontes
- CNN Brasil imprensa
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





