TRE-MG anuncia que investigará uso de celular de Zema na votação
Presidente do tribunal afirma que uso do aparelho na cabine pode configurar crime eleitoral
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) informou que irá apurar o uso de celular pelo candidato à Presidência Romeu Zema dentro de uma cabine de votação. Zema afirmou que não fotografou nem fez nada com o aparelho, atribuindo sua ação ao hábito de andar com o celular.
Neste domingo (4), durante o primeiro turno das eleições presidenciais, o candidato Romeu Zema (Novo) foi visto com um celular na mão enquanto votava em Araxá, Minas Gerais. Segundo o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Carlos Henrique Perpétuo Braga, a instituição vai investigar o ocorrido, já que o uso de dispositivos móveis na cabine de votação é proibido por lei. A legislação eleitoral considera essa prática uma violação do sigilo do voto, o que pode configurar crime eleitoral, mas a responsabilidade por eventuais punições dependerá de uma denúncia formal do Ministério Público.
De acordo com Zema, sua ação não teve intenção de burlar regras ou usar alguma vantagem indevida. Em entrevista coletiva, ele afirmou: "Eu ando com o celular o dia todo, ele é quase como se fosse um dedo. E ninguém me lembrou ali e fui votar normalmente, mas não afetou nada o meu voto, a minha forma de votar. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali, só votar mesmo". Questionado se havia levado alguma 'colinha' ou papel com orientações, Zema não confirmou nem negou e preferiu não comentar mais sobre o assunto.
O presidente do TRE-MG acrescentou que a fiscalização sobre o uso de celulares durante a votação é rigorosa e que os mesários foram orientados a evitar esse tipo de situação. Ainda não há confirmação oficial de que Zema, de 56 anos, tenha infringido a lei, e o próprio tribunal afirmou que qualquer apuração será feita pelas autoridades eleitorais. A ação de Zema acontece após ele ficar em sexto lugar na votação em Minas Gerais, seu estado de origem, com apenas 0,27% dos votos, embora seu nome tenha grande destaque no cenário político nacional.
Este episódio desperta atenção para a rotina dos candidatos e os limites estabelecidos pela legislação eleitoral, que visa garantir transparência e sigilo na escolha do voto. Enquanto ainda não há confirmação oficial do que exatamente ocorreu na cabine, o caso mostra como situações aparentemente menores podem gerar questionamentos jurídicos em período eleitoral. A decisão final sobre possíveis responsabilizações dependerá do andamento das investigações e das punições que o tribunal poderá aplicar, caso seja confirmado que Zema violou a norma que proíbe o uso de celulares na cabine de votação.
O que sabemos?
- O TRE-MG vai apurar o uso de celular por Zema na cabine de votação.
- Zema afirmou que não fotografou nem fez nada com o celular, apenas votou.
- Uso de celular na cabine de votação é proibido por lei e pode configurar crime eleitoral.
- Zema ficou em sexto lugar em Minas Gerais, com 0,27% dos votos.
- O episódio aconteceu na manhã de domingo, durante o primeiro turno das eleições.
Fontes
- G1 imprensa
- CNN Brasil imprensa
- Agência Brasil fonte oficial
- UOL Notícias imprensa




