Política

Especialista aponta que pelo menos metade dos votos de terceira via podem ir para Flávio Bolsonaro

Em apuração ?

Avaliação de cientista político indica potencial crescimento na porcentagem de votos para filho de Bolsonaro no segundo turno

Imagem: CNN Brasil

Segundo análise de um especialista, o desempenho de Lula nas eleições de 2026 foi prejudicado por erros estratégicos, permitindo que Flávio Bolsonaro ganhasse força junto ao eleitorado de centro. Ainda que combates políticos, os números indicam uma transferência de votos significativa.

Segundo informações de uma fonte especializada, o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 mostrou dificuldades para o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atribuídas a uma série de erros táticos na campanha. O cientista político e CEO da Arko Advice, Murillo de Aragão, analisou ao portal WW que uma das razões principais da performance desfavorável de Lula foi a sua estratégia de campanha, que, na avaliação dele, foi considerada "ruim" por não conseguir ocupar de maneira efetiva o espaço do centro do espectro político. Como consequência, o especialista destacou que Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, conseguiu avançar junto ao eleitorado de centro, especialmente por se aproximar desse segmento durante a disputa.

De acordo com Aragão, há uma tendência forte de que pelo menos 50% dos votos de candidatos considerados de terceira via sejam transferidos para Flávio Bolsonaro no segundo turno. Entre esses concorrentes, ele citou nomes como Augusto Cury, Romeu Zema, Renan Santos e Ronaldo Caiado, afirmando que ao menos meia parte das suas vitórias na primeira fase da eleição deve migrar para o deputado, o que poderia acrescentar cerca de 2 pontos percentuais ao resultado de Flávio. Ainda de acordo com o analista, essa transferência de votos, somada ao cenário atual, torna a liderança de Lula mais vulnerável, especialmente por fatores políticos como o discurso considerado rancoroso adotado pelo petista e a insatisfação popular com o Supremo Tribunal Federal, que também teria impactado negativamente na sua popularidade.

Outro episódio que Aragão mencionou, embora ainda não confirmado oficialmente, foi uma ligação feita por Lula ao senador Flávio Dino durante um comício no Pará, uma atitude vista por ele como um exemplo de confusão na campanha. Além disso, a consultoria da Arko Advice apontou, antes mesmo do dia da eleição, a possibilidade de uma "onda azul", ou seja, de uma vitória mais expressiva dos candidatos de direita, o que, segundo eles, foi respaldado por monitoramentos e análises internas que indicavam uma perda de força do candidato petista, especialmente nas semanas finais do período eleitoral. Ainda não há confirmação oficial de que esses fatores tenham sido decisivos, mas as análises indicam um cenário bastante movimentado à véspera do segundo turno.

Por enquanto, as informações colhidas ainda aguardam confirmação de outras fontes, já que alguns detalhes revelados pela CNN Brasil ainda não receberam respaldo de órgãos oficiais ou de outros especialistas. Assim, o quadro que se desenha é de um cenário político bastante tenso, com uma possível transferência ampla de votos de terceiros para o candidato de Bolsonaro, o que pode alterar significativamente o resultado esperado de uma eleição que, até então, parecia favorable a Lula. O que se sabe, de fato, é que a eleição do segundo turno promete ser bastante disputada, sob o signo de escândalos e estratégias que ainda estão sendo debatidas no campo político.

Publicidade

O que sabemos?

  • Segundo especialista, ao menos 50% dos votos de candidatos de terceira via devem migrar para Flávio Bolsonaro no segundo turno.
  • A análise indica que essa transferência pode acrescentar cerca de 2 pontos percentuais à campanha de Flávio.
  • Erro na estratégia de campanha de Lula foi apontado como principal fator para seu desempenho ruim no primeiro turno.
  • Divergências na confirmação de episódios específicos, como ligação de Lula para Flávio Dino, ainda não oficialmente confirmados.
  • Previsões indicam uma eleição bastante disputada e movimentada na semana anterior ao segundo turno.

Fontes

Publicidade