Deputada mais votada de São Paulo declara que 'a guerra tá só começando' em confronto com feministas
Eduarda Campopiano reafirma postura conservadora e se prepara para disputar vaga na Mesa Diretora da Assembleia
A deputada estadual Eduarda Campopiano, do PL, realizou declarações polêmicas ao afirmar que a luta com feministas está apenas começando, prometendo atuar contra projetos considerados 'absurdos' pelo seu grupo. Ela também falou sobre seus objetivos políticos e seu perfil ideológico.
Em uma entrevista realizada na noite do último domingo, a deputada estadual mais votada de São Paulo, Eduarda Campopiano (PL), afirmou que "a guerra tá só começando" no embate com feministas, sinalizando uma postura firme contra o movimento e suas propostas, inclusive no Congresso Nacional. Com 23 anos, a parlamentar pretende atuar na Assembleia Legislativa de São Paulo e já expressou a intenção de barrar iniciativas que defendam o feminismo, classificando o movimento como "político e ideológico de esquerda", de acordo com suas declarações.
Segundo a própria Campopiano, suas críticas ao feminismo se fundamentam na ideia de que "todo mérito que qualquer mulher conquista, as feministas tentam usurpar para elas". Ela reforçou sua postura ao afirmar que acredita na meritocracia individual, algo que considera ser prejudicado pelos ataques que recebe por divergências com integrantes do movimento. Ainda de acordo com ela, suas ações terão como foco a representação de um eleitorado conservador, alinhado com o lema "Deus, pátria, família e liberdade".
Ela também comentou sobre seu relacionamento político com Lucas Pavanato, vereador paulistano do mesmo partido, do qual se tornou afilhada política. A declaração foi feita enquanto ela retornava de Praia Grande, no litoral paulista, rumo à capital, onde tinha encontro agendado com o aliado. A parlamentar ainda destacou que pretende disputar uma vaga na Mesa Diretora da Assembleia, articulando sua influência dentro do espaço político.
Quanto às propostas que pretende combater, Campopiano citou o projeto de criminalização da misoginia, atualmente em discussão no Congresso, como uma iniciativa que pretende opor-se. Com 100% das urnas apuradas, ela conquistou mais de 1,9 milhão de votos, evidenciando o forte apoio de uma parcela do eleitorado que compartilha de suas visões tradicionais.
Por fim, a deputada reafirmou sua posição antifeminista, defendendo que suas ações continuarão alinhadas à sua visão de sociedade e ao seu reforço na luta por representar interesses conservadores. Sua postura e discursos têm causado reações diversas, e o cenário político deve acompanhar de perto as consequências dessas declarações.
O que sabemos?
- Eduarda Campopiano é a deputada mais votada de São Paulo, com mais de 1,9 milhão de votos.
- Ela afirmou que 'a guerra tá só começando' em relação ao confronto com o feminismo.
- Campopiano pretende barrar propostas favoráveis ao movimento feminista, incluindo o projeto de criminalização da misoginia.
- Ela se identifica com um eleitorado conservador e defende os valores 'Deus, pátria, família e liberdade'.
- A parlamentar também quer disputar uma vaga na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de SP.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





