Polícia Federal encerra investigação sobre suposta interferência estrangeira nas eleições brasileiras
Pedido de apuração foi arquivado após análise de elementos não confirmados oficialmente
A Polícia Federal decidiu encerrar a investigação sobre uma suposta tentativa de interferência dos EUA no processo eleitoral brasileiro de 2026. O pedido, feito pela Advocacia-Geral da União, não encontrou evidências concretas para prosseguir.
Segundo informações da Polícia Federal divulgadas nesta semana, a investigação preliminar sobre uma suposta interferência estrangeira nos futuros pleitos do Brasil foi arquivada. A apuração havia sido solicitada pela Advocacia-Geral da União (AGU) na semana passada, após reports de um artigo do jornal The Guardian que relatava um projeto americano destinado a financiar organizações contra o que chamavam de "abusos do poder judicial e censura" pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a investigação foi iniciada logo no dia da votação do primeiro turno das eleições de 2026, realizada no último domingo, 4 de novembro. Ele afirmou que a denúncia foi encaminhada para a Diretoria de Inteligência, que realizou uma análise preliminar, mas que, até o momento, não há elementos suficientes para instaurar um inquérito formal. Rodrigues declarou: "Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso".
O conteúdo dessa denúncia ganhou destaque após o jornal britânico The Guardian revelar a existência de um projeto de financiamento com cerca de R$ 5 milhões, destinado a grupos de oposição e organizações que atuariam contra o que qualificaram de censura e abusos por parte do STF. Além disso, a reportagem informou que o total do pacote de recursos, que soma aproximadamente US$ 175 milhões (cerca de R$ 918 milhões), também inclui apoio a fundações anticomunistas, grupos de direitos de sul-africanos brancos e programas de recompensas a aliados ideológicos dos EUA na Europa. Segundo a fonte, esses fundos fariam parte de um esforço internacional apoiado pelos Estados Unidos.
Entretanto, fontes do próprio governo e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) afirmaram que, até o momento, nenhuma evidência concreta de interferência estrangeira foi confirmada. O diretor-geral da PF destacou que, na análise feita, não foram encontrados elementos suficientes para abrir um inquérito e que o procedimento foi arquivado. Ainda na véspera da votação, o presidente do TSE declarou que "não há nenhum indicativo de interferência estrangeira" no processo eleitoral, e que os relatórios do órgão não apontam riscos internacionais ou do crime organizado.
A decisão de encerrar a investigação foi confirmada pela própria AGU, que foi informada sobre o arquivamento e destacou que o procedimento foi uma tentativa de esclarecimento, sem, até agora, comprovação de qualquer anormalidade. Assim, enquanto a questão gerou nervosismo e debates no cenário político, a Polícia Federal ainda busca esclarecer os fatos, reforçando que, pelo menos até agora, nada foi confirmado oficialmente.
O que sabemos?
- A PF arquivou a investigação sobre interferência estrangeira nas eleições de 2026.
- A denúncia foi feita pela AGU após reportagem do The Guardian.
- Não há confirmação oficial de elementos que justifiquem a abertura de inquérito.
- Relatórios do TSE indicam ausência de riscos de interferência estrangeira.
Fontes
- CNN Brasil imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





