Política

Igreja remove vídeos de pregação de André Mendonça e instituto dele recebe investigação

Confirmada por múltiplas fontes ?

Ministro do STF também deixa sociedade de instituto após obter mais de R$ 10 milhões em contratos públicos

Igreja remove vídeos de pregação de André Mendonça e instituto dele recebe investigação
Imagem: BBC News Brasil

A Igreja Presbiteriana de Pinheiros retirou vídeos de um sermão de André Mendonça, enquanto o ministro decidiu deixar a sociedade do Instituto Iter, que em pouco mais de dois anos celebrou contratos que totalizam R$ 10,7 milhões com órgãos públicos.

No domingo, 16 de agosto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pregou na Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP), em São Paulo. Segundo a própria igreja, o conteúdo do sermão, que abordava temas de família, foi retirado das plataformas digitais da instituição, incluindo o YouTube e o Instagram, sem que a igreja tenha fornecido uma explicação oficial ou divulgado o motivo da exclusão. Ainda não se confirmou oficialmente se há uma posição definitiva da IPP sobre o caso ou os critérios adotados para a retirada do material.

Paralelamente, Mendonça anunciou sua saída da sociedade do Instituto Iter, uma entidade criada em 2024, voltada para atividades educacionais e acadêmicas. De acordo com uma nota oficial, o ministro e sua esposa decidiram ceder suas cotas e valores correspondentes à instituição, sem receber qualquer contraprestação financeira, e o Instituto será transformado em uma entidade sem fins lucrativos. Mendonça, que também declarou nunca ter tido benefício financeiro direto com o instituto, afirmou que sua decisão visa esclarecer qualquer dúvida sobre suas relações com a entidade.

Contudo, as ações do Instituto Iter despertaram atenção por outro motivo. Segundo levantamento divulgado pela BBC News Brasil, a instituição conseguiu, em pouco mais de dois anos de funcionamento, firmar 28 contratos com órgãos públicos de todo o Brasil, totalizando R$ 10,7 milhões. Todos esses contratos foram firmados via dispensa ou inexigibilidade de licitação, modalidades de contratação direta previstas na legislação, que, apesar de permitirem agilidade, também costumam gerar debates sobre o uso adequado de recursos públicos. O levantamento foi realizado com base em dados do Portal Nacional de Contratações Públicas, e a própria instituição afirmou que os recursos destinam-se a finalidades sociais e educacionais.

No vídeo publicado nesta sexta-feira, Mendonça agradeceu às manifestações de apoio recebidas da sociedade, dizendo que

Publicidade

Fontes

Publicidade