Haddad propõe criação de gabinete antifacção e defende PEC da Segurança Pública em São Paulo
Durante entrevista no Roda Viva, candidato do PT detalha plano de integração de forças contra o crime organizado no estado
Fernando Haddad, candidato do PT ao governo paulista, afirmou que pretende criar um gabinete com presença de polícias estaduais e federais para combater facções criminosas, além de apoiar a PEC da Segurança Pública como estratégia para enfrentar o crime organizado.
Em entrevista exibida nesta segunda-feira (31) no programa Roda Viva, o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, apresentou proposta para o combate ao crime organizado no estado. Segundo o ex-ministro da Fazenda do governo Lula e ex-prefeito da capital paulista, Haddad defende a aprovação da chamada “PEC da Segurança Pública” e anunciou a intenção de criar um “gabinete antifacção” na estrutura do governo estadual, combinando a atuação das forças de segurança estaduais e federais.
“Vejo uma grande oportunidade [com a PEC da Segurança Pública]. Quero instalar um gabinete antifacção na minha mesa, na sala do governador, com a presença das polícias Civil, Militar e Penal aqui de São Paulo, mas também com a presença da Polícia Federal e da Receita Federal. Também terão assento os Ministérios Públicos de São Paulo e Federal”, afirmou Haddad durante a entrevista, que contou com a participação de seis jornalistas especializados em política e segurança pública.
Para o candidato do PT, essa integração de órgãos e esferas de poder é a “única saída” para enfrentar o crime organizado, que atualmente ultrapassa os limites regionais. “Hoje, os crimes não são mais regionais. Se nós integrarmos as forças, se nós organizarmos os estados para combater o crime organizado, o crime organizado não pode conosco. Enquanto estivermos fragmentados e com uma falsa disputa de protagonismo, nós não vamos chegar lá”, disse Haddad, reforçando a necessidade de cooperação entre municípios, estados, governo federal e até outros países nesse esforço.
No entanto, Haddad ressaltou que, atualmente, essa cooperação representa mais uma exceção do que uma regra no Brasil, e defendeu que seu governo concederia prioridade máxima para organizar a segurança pública de forma integrada e coordenada. Sua proposta inclui a participação, além dos órgãos policiais, dos Ministérios Públicos do estado e da União, além da Receita Federal, que cumpre papel relevante no combate a crimes financeiros que sustentam organizações criminosas.
O programa Roda Viva contou com a participação de Clarissa Oliveira, analista de política na CNN Brasil; Pedro Carvalho, coordenador do jornal O Globo em São Paulo; Mônica Bergamo, colunista da Folha de S.Paulo e da BandNews FM; Pedro Borges, repórter da Alma Preta; Ricardo Corrêa, coordenador de política no Estadão; e Thais Bilenky, colunista do UOL.
O que sabemos?
- Fernando Haddad defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública como parte do combate ao crime organizado em São Paulo.
- Haddad propôs a criação de um gabinete antifacção na estrutura do governo estadual, que integraria as polícias Civil, Militar e Penal de São Paulo, a Polícia Federal, a Receita Federal e os Ministérios Públicos estadual e federal.
- O candidato enfatizou que o crime organizado ultrapassa limites regionais e destacou a necessidade de cooperação entre municípios, estados, governo federal e outros países.
- Haddad afirmou que a cooperação entre as forças de segurança atualmente é mais exceção do que regra e que sua proposta visa integrar e organizar essas forças para combater o crime organizado.
- A entrevista ocorreu no programa Roda Viva, com a participação de seis jornalistas especializados em política e segurança pública.
Fontes
- UOL Notícias imprensa




