Política

Congresso discute fim da jornada 6x1 e isenção de imposto para compras digitais até US$ 50

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Entre pautas sociais relevantes, Câmara e Senado devem votar propostas antes das eleições de outubro

Plenário do Congresso Nacional durante sessão de votação
Imagem: Agência Brasil

Nesta semana, o Legislativo analisa ajustes importantes para trabalhadores e consumidores, como a jornada de trabalho com um dia de descanso e a suspensão do imposto conhecido como 'taxa das blusinhas'. Senadores e deputados avançam em votações decisivas que podem impactar milhões de brasileiros.

O Congresso Nacional iniciou uma semana de decisões importantes que podem afetar a vida de milhões de brasileiros. Entre as propostas em análise, estão o fim da jornada de trabalho 6x1, que permite a laborar seis dias com apenas um dia de descanso, e a isenção do imposto de importação para compras internacionais realizadas em plataformas digitais de até US$ 50, popularmente chamada de "taxa das blusinhas". Essas pautas integram o esforço concentrado da Câmara e do Senado antes das eleições de outubro.

Na quarta-feira (2), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada 6x1. Segundo o senador Omar Aziz (PSD-AM), relator do texto, o parecer favorável foi apresentado na última quinta-feira (27), e ele rejeitou as doze emendas propostas por outros senadores, defendendo a manutenção do texto aprovado inicialmente pela Câmara. Caso a CCJ aprove o texto, ele seguirá para o plenário do Senado, onde precisará de ao menos 49 votos favoráveis em dois turnos de votação para avançar definitivamente.

Outro tema que promete movimentar os trabalhos legislativos nesta semana é a discussão sobre a Medida Provisória que extingue o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 na internet, isenção conhecida como "taxa das blusinhas". Esta MP, que tem validade até 8 de setembro, começa a tramitar na comissão mista composta por deputados e senadores nesta segunda-feira (31), às 16h. A relatora da proposta, senadora Leila Barros (PDT-DF), deve apresentar seu parecer e há expectativa de votação na comissão na mesma sessão.

Depois da comissão mista, a proposta seguirá para os plenários da Câmara e do Senado, com a primeira sessão de votação na Câmara marcada para a mesma segunda-feira, mas às 18h. A rápida movimentação no Congresso indica a tentativa dos parlamentares de garantir a análise das pautas antes do intervalo eleitoral, quando o ritmo legislativo costuma desacelerar.

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Essas iniciativas refletem temas sensíveis para a população brasileira: a jornada de trabalho de seis dias seguidos tem sido alvo de críticas por entidades de trabalhadores que defendem um descanso maior para a saúde e qualidade de vida, enquanto a "taxa das blusinhas" impacta diretamente no custo final de produtos importados vendidos em grandes plataformas digitais, facilitando o acesso do consumidor.

Seguindo a programação, a CCJ e os plenários atuam no próprio ritmo para aprovar ou rejeitar as matérias, que, se aprovadas, serão implementadas ainda este ano. A expectativa entre especialistas e o mercado é que o Congresso busque equilibrar o progresso social com o impacto econômico, principalmente diante do contexto eleitoral que exige respostas rápidas e objetivas.

Novos desdobramentos sobre essas propostas devem surgir nos próximos dias, à medida que as votações avançam. A população acompanha atentamente, já que as decisões podem modificar regras trabalhistas e impedir o aumento na tributação de produtos importados muito consumidos pelo público.

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O que sabemos?

  • O Senado deve analisar esta semana a PEC que acaba com a jornada 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça.
  • O relator da PEC, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável e rejeitou doze emendas.
  • A 'taxa das blusinhas' corresponde ao imposto de importação sobre compras internacionais até US$ 50.
  • A Medida Provisória que trata da isenção da taxa começa a tramitar nesta segunda em comissão mista, com votação prevista para a mesma sessão.

O que ainda não foi confirmado?

  • Informações divulgadas exclusivamente pela Agência Brasil, aguardando confirmação de outras fontes.

Fontes

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