Política

Fiesp lidera campanha de apelo ao STF por crise institucional sem precedentes

Em apuração ?

Organizações empresariais buscam debate público sobre o momento crítico do Judiciário brasileiro

Manifestantes e entidades empresariais apoiando campanha por debate ao STF
Imagem: Folha de S.Paulo

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) iniciou uma mobilização para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a discutir uma crise inédita na política brasileira. Entidades de diferentes setores estão sendo convocadas a assinar um abaixo-assinado que alerta para o risco às instituições.

Segundo fontes ouvidas pela Folha de S.Paulo, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) está articulando uma campanha de mobilização que inclui um abaixo-assinado direcionado ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa vem na esteira de uma crescente preocupação de setores empresariais com o que é descrito como uma crise institucional sem precedente no país, causada por tensões no cenário político e por manifestações envolvendo o Judiciário. Ainda não há confirmação oficial de um texto final, mas, segundo apurado, a minuta aponta que "a República enfrenta um teste de integridade inédito" e que "as crises de Brasília colocam as instituições em risco".

A mobilização, que deve ser divulgada entre os dias 8 e 10 de setembro — tendo sido evitada durante o feriado de 7 de setembro para evitar polêmicas ligadas ao período eleitoral —, tem como objetivo que o STF se manifeste e discuta a gravidade do momento. A iniciativa conta com o apoio de entidades como a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que já teria coletado mais de mil assinaturas, além de associações de setores como a indústria de brinquedos (Sindibrinquedos) e a indústria elétrica e eletrônica (Abinee).

Segundo a Folha de S.Paulo, há cautela entre os organizadores em relação a possíveis interpretações políticas do movimento. Apesar do esforço de unir diferentes segmentos econômicos, há quem sinta receio de que a iniciativa seja percebida como uma manobra partidária, especialmente considerando o passado recente da própria Fiesp, que, em 2022, enfrentou uma crise política interna envolvendo tentativas de destituição de seu então presidente, Josué Gomes da Silva, filho de um ex-vice-presidente brasileiro. Esta crise surgiu após uma controvérsia relacionada a um manifesto em defesa do Judiciário na defesa da democracia.

Após o retorno de Skaf à presidência da federação em 2026, a entidade adotou uma postura mais abrangente, envolvendo temas relacionados à segurança pública e o cenário político, chegando a convidar figuras internacionais e ex-membros do governo de Jair Bolsonaro para debates. Apesar de negar qualquer viés político, a Fiesp tem sido vinculada a debates de impacto nacional. A mobilização atual pretende se posicionar como uma expressão da sociedade civil preocupada com o agravamento da crise, que, segundo os organizadores, evolui a cada dia. Uma das recentes motivações para a atenção se deu após a circulação de mensagens entre um ex-banqueiro e um ministro do STF, além do chamado do procurador-geral da República por anulação de relatórios da Polícia Federal, o que intensifica o clima de instabilidade.

Até o momento, o movimento ainda não possui confirmação oficial do documento ou de uma adesão formal de grandes entidades, mas há expectativa de que a campanha mobilize diversos setores econômicos e sociais. Ainda assim, a situação revela um momento delicado na política brasileira, onde a sociedade civil e o empresariado tentam, de alguma forma, fazer ouvir suas preocupações sobre o futuro das instituições.

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O que sabemos?

  • Fiesp articula abaixo-assinado para pedir que o STF discuta crise institucional.
  • Mobilização deve ocorrer entre 8 e 10 de setembro, evitando o feriado de 7 de setembro.
  • Mais de mil assinaturas já teriam sido coletadas por entidades como a ACSP, Sindibrinquedos e Abinee.
  • A iniciativa busca expressar a preocupação do setor empresarial com a crise, sem confirmação oficial do documento.
  • O movimento visa promover o debate sobre a integridade das instituições brasileiras.

Fontes

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