Documentário sobre Gaza conquista recorde em Veneza com 24 minutos de aplausos
Obra aborda o conflito e as mortes civis na Faixa de Gaza durante a campanha militar israelense
'Naza', filme que retrata os ataques em Gaza, recebeu o maior tempo de aplausos já registrado no Festival de Cinema de Veneza, destacando a atenção internacional ao conflito.
Segundo a revista americana Variety, o documentário 'Naza', dirigido por Yuval Abraham e Rachel Szor, que retrata os ataques e operações militares de Israel na Faixa de Gaza, quebrou o recorde de duração de aplausos no Festival de Cinema de Veneza nesta quinta-feira (10), com impressionantes 24 minutos e meio de reconhecimento do público. A obra, filmada à noite nos telhados de Tel Aviv, revela detalhes sobre o possível extermínio em massa de civis palestinos em Gaza, com foco na morte de mais de 73 mil pessoas, segundo autoridades de saúde palestinas, em consequência da operação militar israelense iniciada em outubro de 2023, após o ataque do Hamas a Israel, que deixou cerca de 1.200 vítimas, conforme dados israelenses.
De acordo com informações divulgadas, esta é a segunda edição consecutiva em que uma produção sobre esse conflito, marcado por tantas controvérsias e tragédias, conquista destaque pelo tempo de aclamação no festival internacional. O documentário foi exibido após uma premiação anterior, em 2025, do filme 'No Other Land', também dirigido pelos mesmos cineastas, que conquistou o Oscar de Melhor Documentário. Ainda não há confirmação oficial sobre a recepção da crítica ou a premiação, mas o feito de superar 23 minutos de aplausos, registrado anteriormente pelo filme 'A Voz de Hind Rajab', demonstra a forte reação do público às histórias narradas na obra.
Segundo fonte, o sucesso de 'Naza' no festival reflete o impacto emocional e a relevância política do tema, ainda mais neste momento em que o conflito no Oriente Médio continua acuado e proporcionalmente a tragédia humanitária aumenta. Ainda que o filme tenha recebido exibições e reconhecimentos internacionais, o próprio cronograma de seu lançamento e sua circulação continuam sendo objetos de interesse e controvérsia, dada a delicadeza do tema abordado.
Já em outra frente, o interior do cenário político israelense parece estar em movimento. Segundo a Folha de S.Paulo, o chanceler israelense Gideon Saar afirmou nesta quarta-feira (9), durante uma visita à Eslovênia, que Israel não possui planos de expulsar ou deportar os palestinos da Faixa de Gaza. Saar declarou que, se houver vontade própria por parte de alguns habitantes de Gaza de deixar a região, e caso haja um país disposto a recebê-los, Israel não se oporá a essa saída, semelhantemente ao que ocorre em outras áreas de conflito no mundo. A declaração é vista como um possível recuo de Israel, que há pouco mais de um mês tinha sido alvo de proposições mais radicais feitas pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, do partido ultradireita Poder Judaico.
Segundo a fonte, Ben-Gvir sugeriu a expulsão de aproximadamente 250 mil palestinos de Gaza em um projeto eleitoral, propondo a posterior emigração que, segundo ele, seria 'realista' e apoiada por países que, no momento, ainda não foram identificados oficialmente. O ministro também enfatizou a necessidade de incentivar a saída dos habitantes do território, que enfrenta uma situação de devastação por conta da guerra. Ainda não há confirmações das ações concretas ou de planos oficiais em andamento, mas o clima político no país indica uma abordagem de forte debate e disputas internas acerca do futuro de Gaza e seus habitantes.
O que sabemos?
- 'Naza' quebrou o recorde de aplausos no Festival de Veneza com 24,5 minutos.
- O documentário retrata ataques em Gaza e revela detalhes sobre mortes civis e mecanismos de extermínio.
- Mais de 73 mil pessoas morreram em Gaza desde o início da campanha militar israelense em outubro de 2023, segundo autoridades palestinas.
- O conflito começou após um ataque do Hamas a Israel, que matou aproximadamente 1.200 pessoas, segundo dados israelenses.
- O ministro israelense Gideon Saar afirmou que o país não planeja expulsar palestinos de Gaza, mas deixou a possibilidade de saída voluntária.
- O governo de Israel ainda não se pronunciou oficialmente sobre planos de expulsão ou outras ações específicas.
Fontes
- CNN Brasil imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





