Autoridades de Utah não irão mais solicitar execução de homem condenado por assassinato após exame de DNA
Nova análise genômica descartou ligação de Douglas Carter com crime de 1985, levando à suspensão da pena de morte
Douglas Carter, condenado à morte em 1985 por assassinato, teve sua sentença suspensa após exames de DNA rejeitarem sua relação com o crime. Promotores não pretendem mais solicitar a punição máxima, mas ainda aguardam análise de provas.
Segundo informações divulgadas por uma fonte oficial de Utah, as autoridades decidiram desistir de solicitar a execução de Douglas Stewart Carter, um homem de 71 anos que estava no corredor da morte há décadas, após uma nova rodada de exame de DNA não ter encontrado qualquer ligação entre ele e os vestígios associados ao homicídio ocorrido em 1985.
De acordo com o promotor do Condado de Utah, Jeffrey Gray, o resultado do teste genético descartou que Carter fosse a origem do sangue encontrado na maçaneta e no cabo da faca usada na agressão contra Eva Olesen, vítima do crime. Ainda há detalhes que permanecem não confirmados oficialmente: a própria vítima foi atingida por disparos de uma arma de fogo que nunca foi localizada, o que complica ainda mais o retrato da investigação na época. Com essa nova evidência, o promotor afirmou que a acusação não pretende solicitar novamente a pena de morte durante o julgamento, que está agendado para julho de 2027.
O caso, que remonta a 1985, teve um julgamento inicial no qual Carter foi condenado à pena máxima após o júri considerá-lo culpado, embora não houvesse provas físicas que o colocassem na cena do crime. Fundaram a condenação principalmente na confissão assinada por Carter — que ele contesta, alegando ter sido obtida sob coerção — e em depoimentos de duas testemunhas. Essas testemunhas, posteriormente, modificaram seus relatos, alegando que policiais e promotores ofereceram benefícios financeiros, orientaram testemunhas a fornecer versões falsas e fizeram ameaças relacionadas à deportação de ambas e de um filho de uma delas, caso não incriminassem Carter.
Em 2025, a Suprema Corte de Utah determinou que Carter deveria passar por um novo julgamento, devido a irregularidades no procedimento investigativo. Agora, o exame genético representa mais uma variável que a promotoria deverá considerar antes de decidir se prosseguirá com a tentativa de condenar novamente o ex-do homicídio.
Uma audiência está agendada para segunda-feira, dia 28, para decidir se Carter poderá deixar a prisão enquanto aguarda o novo processo. Seu advogado, Neal Hamilton, defende a libertação do cliente antes do julgamento, previsto para julho de 2027, mesmo com a ausência de uma confirmação definitiva de sua inocência. O caso chama atenção pelo impacto das novas tecnologias na justiça criminal e pelas controvérsias envolvendo confissões coercitivas e depoimentos alterados, que marcaram a história judicial de um homem que passou quase 40 anos no corredor da morte, sem uma prova concreta que o ligasse ao crime.
O que sabemos?
- Douglas Carter, 71 anos, estava no corredor da morte.
- Nova análise de DNA não encontrou ligação com o crime de 1985.
- Promotores de Utah não pretendem solicitar a pena de morte novamente.
- Juiz determinou novo julgamento para Carter em 2025 devido a irregularidades.
- Audiência está marcada para segunda-feira, 28, para decidir se ele pode deixar a prisão.
Fontes
- Aventuras na História fonte especializada




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