Policial

Policial civil envolvido em esquema de movimentação ilegal de dinheiro é preso em Campinas

Em apuração ?

Segundo fase da Operação Infiltrados apura esquema de infiltração do PCC na Polícia Civil e MP

Homem sendo preso por policiais em residência de Campinas
Imagem: G1

Homem suspeito de transferir mais de R$ 324 mil para policial civil é detido durante operação que investiga infiltração do PCC em órgãos públicos para vazamento de informações e extorsões.

Uma prisão foi efetuada nesta sexta-feira (25), em Campinas, no âmbito da segunda fase da Operação Infiltrados, que investiga supostos membros infiltrados do PCC na Polícia Civil e no Ministério Público. Segundo o Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), o suspeito, cuja identidade ainda não foi divulgada, não é policial, mas atuava em benefício de um policial civil envolvido no esquema. A ação ocorreu na residência do suspeito, localizada na Avenida Marechal Rondon, após análise de materiais apreendidos na fase anterior da operação.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o homem foi identificado como responsável por movimentar uma quantia que soma aproximadamente R$ 324.220 entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, fato que, segundo o órgão, é incompatível com os rendimentos habituais de um agente público. As investigações indicam que ele atuava de duas formas principais: transportando dinheiro em benefício de um policial civil e fornecendo um celular com chip registrado em nome de outra pessoa, para dificultar a interceptação das mensagens entre os envolvidos.

Documentos apreendidos na casa do suspeito revelaram depósitos bancários entre R$ 10 mil e R$ 51,7 mil, com registros feitos ao longo de um ano, tornando a soma total dos depósitos compatível com o valor mencionado pelo Gaeco. Ainda não há confirmação oficial sobre a origem exata dos recursos, e as autoridades continuam investigando o caso, incluindo o possível envolvimento de outras pessoas no esquema. O suspeito ainda responde por vínculos com atividades ilegais que incluem associação criminosa, extorsão, falsidade ideológica e violação de sigilo.

O contexto da operação remonta à descoberta de um plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho. Ainda conforme o G1, uma semana antes de frustrar essa tentativa de ataque, o então chefe de investigadores da Dise de Campinas teria se reunido com um dos suspeitos de executar o crime, levantando suspeitas sobre infiltrações e troca de informações privilegiadas na Polícia Civil. A primeira fase da operação, deflagrada em junho, resultou na prisão de um ex-chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do MP, todos ligados à suposta infiltração e vazamento de dados sigilosos.

Embora ainda não oficialmente confirmado por outras fontes, esse episódio revela a complexidade das investigações sobre infiltração no corpo policial e no Ministério Público, com investigações que continuam em andamento para esclarecer a origem e o destino do dinheiro movimentado e o nível de participação de diferentes envolvidos. O caso mostra a gravidade das ações criminosas que, segundo as investigações, buscariam influenciar investigações e proteger interesses ilícitos de facções criminosas como o PCC.

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O que sabemos?

  • Homem suspeito de movimentar R$ 324.220 para policial civil é preso em Campinas.
  • Movimentações ocorrem entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026.
  • Suspeito não é policial, mas atuava para um policial civil envolvido.
  • As investigações buscam entender a origem e o destino do dinheiro.
  • Operação investiga infiltração do PCC na Polícia Civil e MP.

Fontes

  • G1 imprensa
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