Policial

Redes sociais revelam crescimento do tráfico ilegal de espécies silvestres

Confirmada por múltiplas fontes ?

Facebook, TikTok e outras plataformas se tornam novos territórios para o comércio ilegal de fauna e flora

Imagem: G1

Estudos indicam que plataformas digitais estão sendo usadas para vender primatas, aves, plantas e partes de animais protegidos por lei. Especialistas alertam para o aumento da criminalidade ambiental na internet.

Recentes estudos internacionais revelaram que as redes sociais, como Facebook, TikTok, YouTube, além de plataformas de comércio eletrônico como Shopee e Alibaba, estão se tornando os principais canais de venda para o tráfico ilegal de espécies silvestres. Segundo informações de uma pesquisa publicada na revista Nature Reviews Biodiversity, uma equipe liderada pelo professor Enrico Di Minin, da Universidade de Helsinque, na Finlândia, monitorou por seis semanas diversas plataformas digitais e identificou mais de 1,6 mil primatas anunciados à venda nessas redes. Além disso, um levantamento maior, que analisou 280 plataformas, revelou a existência de 33.006 exemplares de espécies protegidas pela Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites).

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O que sabemos?

  • Mais de 1,6 mil primatas eram anunciados em plataformas como Facebook, TikTok, YouTube e Instagram durante o monitoramento.
  • Em um estudo separado, foram identificados 33.006 exemplares de espécies protegidas, incluindo animais vivos e partes de animais ou produtos derivados.
  • As espécies envolvidas incluem aves, serpentes, rãs, além de plantas como orquídeas e cactos.
  • Estudo aponta que o tráfico de espécies silvestres se ampliou para o ambiente digital, facilitando a venda de espécies ameaçadas e de risco não previamente considerado.

Fontes

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