Tenente-coronel é preso em São Paulo sob suspeita de apoio a PMs que atuavam na segurança da Transwolff
Oficial é acusado de fornecer estrutura empresarial para policiais que faziam segurança privada de empresa de ônibus
A Justiça Militar de São Paulo decretou a prisão preventiva do tenente-coronel José Henrique Martins Flores, acusado de dar suporte a policiais militares envolvidos em um esquema de segurança privada para a empresa Transwolff e seus dirigentes.
A Justiça Militar de São Paulo determinou no último sábado (29) a prisão preventiva do tenente-coronel José Henrique Martins Flores, sob suspeita de fornecer suporte estrutural a policiais militares que atuavam na segurança privada da empresa de ônibus Transwolff. Segundo o Ministério Público, Flores oferecia respaldo a PMs que protegiam os dirigentes da empresa, seus familiares e as garagens da viação.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, o oficial está lotado no CPA/M7, em Guarulhos, na Grande São Paulo, e foi preso em cumprimento ao mandado expedido pelo juiz Marcos Fernando Theodoro Pinheiro, da 3ª Auditoria Militar. A prisão ocorreu um dia após o magistrado receber a denúncia envolvendo Flores e outros três policiais que já encontravam-se detidos.
Em comunicado, o governo paulista informou que "o tenente-coronel mencionado está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na capital, desde o último sábado (29), em cumprimento a mandado de prisão. O oficial foi conduzido por equipe da Corregedoria da PM. Ele é investigado por suspeita de envolvimento com uma organização criminosa. O caso é acompanhado pelos órgãos competentes".
A reportagem do Página 99 tentou contato com a defesa de José Henrique Martins Flores desde a semana passada, por email e telefone, mas não obteve resposta até o momento.
Segundo a Justiça Militar, a prisão preventiva de Flores não tem prazo determinado e poderá ser revogada caso desapareçam os fundamentos que determinaram sua decretação. A investigação segue em andamento, com a Promotoria buscando esclarecer os detalhes sobre o suposto fornecimento de estrutura empresarial pelo tenente-coronel a integrantes da Polícia Militar envolvidos na segurança privada da empresa de ônibus.
O que sabemos?
- A Justiça Militar de São Paulo decretou a prisão preventiva do tenente-coronel José Henrique Martins Flores.
- Flores é acusado pelo Ministério Público de fornecer estrutura empresarial a policiais militares que faziam segurança privada para a empresa Transwolff, seus dirigentes, familiares e garagens.
- Ele estava lotado no CPA/M7, em Guarulhos, Grande São Paulo.
- A prisão foi cumprida em 29 de abril, referida como último sábado, e foi decretada pelo juiz Marcos Fernando Theodoro Pinheiro, da 3ª Auditoria Militar.
- Além de Flores, outros três policiais envolvidos no caso já estavam presos.
- Flores está detido no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo, e foi conduzido pela Corregedoria da PM.
- Ele é investigado por suspeita de envolvimento com uma organização criminosa.
- A prisão preventiva não tem prazo determinado e pode ser revogada caso desapareçam os fundamentos para sua decretação.
- A reportagem tentou contato com a defesa de Flores, sem sucesso.
- O governo paulista acompanha o caso por meio dos órgãos competentes.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





