Policial

Turista fica preso em árvores após queda de parapente em Niterói; coronel do Exército morre em acidente semelhante no Rio

Em apuração ?

Dois incidentes com parapente ocorreram na sexta-feira, 28 de abril, no Rio de Janeiro e em Niterói, ambos envolvendo quedas durante voo livre

Parapente sobrevoando área verde no Parque da Cidade, Niterói
Imagem: G1

Um turista caiu em uma área de mata e ficou preso em árvores durante voo de parapente no Parque da Cidade, em Niterói, sem ferimentos. No mesmo dia, o coronel do Exército Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima morreu após queda de parapente em São Conrado, Rio de Janeiro, em acidente envolvendo linha de pipa com cerol.

Dois acidentes envolvendo parapente marcaram a sexta-feira (28) no Rio de Janeiro e em Niterói, chamando atenção para os riscos da prática e para os cuidados na atividade de voo livre. Em Niterói, um turista de identificação não divulgada sofreu uma queda em uma área de mata no Parque da Cidade, em São Francisco, e ficou preso entre árvores. Segundo a Prefeitura de Niterói, apesar do incidente, o turista não teve ferimentos. A administração municipal informou ainda que o piloto era habilitado e experiente, e que a decolagem estava autorizada e monitorada no momento da queda.

No mesmo dia, um acidente fatal ocorreu em São Conrado, Zona Sul do Rio, envolvendo o coronel do Exército Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima. Segundo o Clube São Conrado de Voo Livre, o acidente teria sido provocado por uma linha de pipa com cerol, um material cortante ilegalmente utilizado em linhas de pipas, que teria causado a queda do militar durante o voo de parapente. Álvaro foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas, conforme a direção da unidade, entrou em parada cardiorrespiratória e não resistiu aos esforços médicos. Ele deixa esposa e quatro filhos.

A 14ª Delegacia de Polícia (Leblon) investigará o caso, que envolve a perícia dos equipamentos recolhidos no local do acidente. A gravidade do episódio levou o Clube São Conrado de Voo Livre a suspender todos os voos no sábado (29), menos de 24 horas após o ocorrido, em sinal de respeito e para avaliação interna dos procedimentos.

Esses dois incidentes no mesmo dia reacenderam discussões sobre a segurança no voo livre na região. A Prefeitura de Niterói salientou que o local do Parque da Cidade possui monitoramento constante das condições para a prática safe do esporte e que o parapente é uma atividade regulamentada, cuja autorização para decolagem depende da análise dessas condições meteorológicas e ambientais.

Embora o turista em Niterói tenha escapado ileso, o falecimento do coronel expõe a vulnerabilidade dos praticantes perante situações inesperadas, como a interferência de linhas de pipa com cerol, objeto proibido e que pode representar grave perigo não só para pilotos como também para pessoas no solo. Até o momento, as autoridades não confirmaram oficialmente mais detalhes, e o clube não divulgou posicionamento além da suspensão dos voos.

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O que sabemos?

  • Um turista caiu em árvores durante voo de parapente no Parque da Cidade, Niterói, e não se feriu.
  • O piloto que acompanhava o turista era habilitado e experiente.
  • O coronel Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima morreu após queda de parapente em São Conrado na sexta-feira (28).
  • O acidente fatal pode ter sido causado por linha de pipa com cerol e está sendo investigado pela 14ª DP.

Fontes

  • G1 imprensa
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