Tenente-coronel da PM é preso por esquema de segurança para empresa ligada ao PCC
Esquema usava armas e treinamentos da Polícia Militar para proteger diretores suspeitos de ligação com organização criminosa
O tenente-coronel José Henrique Martins Flores foi detido por integrar uma quadrilha que prestava segurança armada para diretores da Transwolff, empresa de ônibus investigada por lavagem de dinheiro do PCC. O esquema incluía uso de recursos oficiais da PM e emissão de notas fiscais falsas.
O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, José Henrique Martins Flores, foi preso neste sábado (29) sob suspeita de integrar uma organização criminosa que prestava segurança privada a diretores da Transwolff, uma empresa de ônibus investigada por envolvimento em lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Flores era o único dos quatro policiais militares denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) a estar em liberdade e se apresentou espontaneamente após a expedição do mandado de prisão pela Justiça Militar.
De acordo com a denúncia do MPSP, o grupo usava o treinamento, armamento e estrutura da Polícia Militar, incluindo agentes da Rota — unidade especial de elite da PM — para realizar a proteção dos executivos da Transwolff. O tenente-coronel Flores teria gerenciado empresas de segurança em nome de parentes usados como “laranjas” e ordenava a emissão de notas frias para mascarar os pagamentos ilegais realizados para o esquema.
Além dele, o capitão Alexandre Paulino Vieira desempenhava a função de coordenador operacional, recrutando os policiais que faziam a escolta e negociando diretamente com os diretores da empresa. Já os sargentos Cezário e Nereu executavam a vigilância armada dos executivos. A denúncia também aponta que o sargento Nereu era responsável pela parte financeira do esquema. Durante as investigações, a polícia encontrou uma mala contendo R$ 1,18 milhão em dinheiro vivo na residência do sargento Nereu.
O tenente-coronel está detido no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. A TV Globo tentou contato com o advogado do oficial, mas não obteve retorno até o momento. A Transwolff, alvo das apurações, ainda não se manifestou sobre o caso.
O caso revela uma articulação complexa que envolve policiais militares e uma empresa sob suspeita de integrar a estrutura financeira do PCC, uma das maiores organizações criminosas do país. O uso de recursos oficiais para fins criminosos demonstra as dificuldades enfrentadas no combate a infiltrações do crime organizado dentro das forças de segurança pública no estado.
O que sabemos?
- Tenente-coronel José Henrique Martins Flores foi preso no sábado (29) por integrar organização criminosa ligada à Transwolff.
- O esquema usava treinamento e armas da PM, incluindo a Rota, para proteger diretores da empresa investigada por lavagem de dinheiro do PCC.
- Flores gerenciava empresas de segurança usando parentes como laranjas e ordenava emissão de notas frias.
- Durante as investigações, foram apreendidos R$ 1,18 milhão em dinheiro vivo na casa de um dos policiais envolvidos.
O que ainda não foi confirmado?
- Informação divulgada apenas por G1; aguardando outras fontes.
Fontes
- G1 imprensa

