Homem suspeito de estupro coletivo de adolescente indígena é preso no interior do Amazonas
Suspeito se entregou após um mês foragido na região de Itamarati, onde o caso causou comoção
Awano Kanamari foi preso nesta segunda-feira (19), após ser apontado como um dos envolvidos no abuso ocorrido em setembro. Outras duas pessoas já estão na cadeia, enquanto quatro continuam foragidas.
Um homem identificado como Awano Kanamari foi preso nesta segunda-feira (19) sob suspeita de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente indígena de 15 anos, ocorrido no dia 18 de setembro na Comunidade Catitu, zona rural de Itamarati, no interior do Amazonas. Segundo informações divulgadas por fontes da Polícia Civil, Awano se entregou à polícia no início da tarde, após passar cerca de um mês foragido, tendo sido localizado no município de Eirunepé antes de retornar a Itamarati para se apresentar na 68ª Delegacia Interativa de Polícia. Durante o depoimento, o suspeito negou ter praticado o ato sexual, alegando apenas que participou do crime filmando as ações, afirma a polícia. Ainda segundo a fonte, a própria vítima reconheceu Awano como um dos homens que cometeram o abuso, reforçando a suspeita contra ele.
Essa prisão marca a segunda ação policial relacionada ao caso. Em 9 de outubro, um outro homem, conhecido como Zeca Bomba, foi detido em sua residência na própria comunidade de Itamarati. Ele já confirmou ter tido uma “pequena participação” no crime, embora a polícia não tenha divulgado detalhes adicionais sobre seu envolvimento. Além desses, outras duas pessoas continuam foragidas: Tucuwi Carlinhos dos Santos Kanamari e Kodo Isaias Kanamari. A polícia também identificou um quinto suspeito, cuja identidade ainda não foi revelada, e aguarda o pedido de prisão preventiva. Além disso, há dois homens suspeitos de auxiliar na fuga dos envolvidos, que deverão prestar depoimentos em breve.
O caso veio a público após uma moradora da região registrar um boletim de ocorrência, ao tomar conhecimento dos vídeos que circularam em grupos de WhatsApp, os quais supostamente mostrariam a violência sofrida pela adolescente. Conforme divulgado pela Polícia Civil, a vítima passou por exame de corpo de delito e foi submetida a uma escuta especializada, confirmando os abusos sexuais. Ainda não há esclarecimentos se os responsáveis pelos vídeos terão alguma consequência, e a polícia continua as diligências para encontrar todos os envolvidos. A advogada da família da vítima explicou que ela não foi responsável por registrar a ocorrência, alegando que uma mulher não indígena fez isso após ter acesso às imagens. As autoridades pedem que qualquer informação que possa ajudar na localização dos suspeitos seja enviada aos canais oficiais de polícia, com garantia de sigilo.
Casos como esse evidenciam a vulnerabilidade de adolescentes indígenas em algumas áreas rurais do Amazonas, além de alertar para a necessidade de uma investigação rápida e eficaz. Ainda não confirmado oficialmente se todos os envolvidos já estão presos ou identificados, ao passo que a investigação segue em andamento para esclarecer todos os fatos e responsabilidades.
O que sabemos?
- Awano Kanamari foi preso na segunda-feira (19) após passar um mês foragido.
- Ele nega ter praticado o estupro, alegando apenas que filmou o crime.
- Outra pessoa, Zeca Bomba, já foi presa em 9 de outubro, e confirmou ter tido uma 'pequena participação'.
- Ao todo, duas pessoas permanecem foragidas, sendo Tucuwi Carlinhos dos Santos Kanamari e Kodo Isaias Kanamari.
Fontes
- G1 imprensa





