Política em Olímpia: presidente da Câmara é preso suspeito de esquema de 'rachadinha' e renuncia ao cargo
Parlamentar e assessores foram detidos durante operação policial que investiga desvios de dinheiro do gabinete
Flávio Augusto Olmos, presidente da Câmara de Olímpia, foi preso na operação 'Caixa Frio' por suspeita de envolvimento em 'rachadinha'. Ele optou por renunciar ao cargo nesta segunda-feira, enquanto investigações continuam.
O cenário político de Olímpia foi abalado na tarde desta segunda-feira (19), com a prisão do presidente da Câmara Municipal, Flávio Augusto Olmos (PP), sob suspeita de participação em um esquema conhecido como 'rachadinha'. Segundo fontes da polícia, a operação 'Caixa Frio', realizada pela Polícia Civil de Barretos, resultou na detenção de Olmos e de três assessores ligados ao seu gabinete, marcada por uma ação que também cumpriu mandados de busca e apreensão.
Segundo informações ainda não confirmadas oficialmente, a operação foi deflagrada após investigações que indicam que uma sorveteria administrada pelo político teria sido usada como ponto de entrega e repasse de valores ilegais. A polícia explicou que, durante o cumprimento dos mandados, foram recolhidos documentos, celulares e equipamentos de informática em diversos endereços ligados ao grupo, incluindo o gabinete do vereador e sua residência.
Em uma decisão emergencial, Flávio Olmos encaminhou à Câmara de Olímpia um ofício ao mesmo tempo em que pediu afastamento das funções de vereador por 120 dias. Ainda conforme fontes, ele também solicitou o afastamento do cargo de presidente, deixando a presidência a cargo do vice, Marcelo de Branca (Republicanos), até que uma nova eleição seja realizada. A próxima votação para definir o novo chefe do legislativo municipal está prevista para o dia 26 de outubro.
Segundo um representante da polícia, além de Olmos, quatro pessoas foram presas temporariamente: um homem na cidade de Colina (SP) e duas mulheres, que deverão ser encaminhadas à cadeia feminina de Bebedouro (SP). Os investigadores também indicaram que a operação cumpriu quatro mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão, todos expedidos pela Justiça. As provas apontam que o comércio de sorvetes funcionou como um ponto de entrega de valores ilícitos, que seriam devolvidos ao vereador, numa prática que configura o que se conhece como 'rachadinha'.
O caso, ainda sob sigilo, retrata uma situação delicada em que figuras públicas se envolvem em esquemas de desvio de dinheiro público, o que pode ter consequências políticas e jurídicas. Flávio Olmos, que está no seu segundo mandato e foi eleito presidente da Câmara no ano passado, ainda não se pronunciou oficialmente após a prisão, e o clube não se posicionou até o momento. A população acompanha os desdobramentos de perto, enquanto as investigações continuam para esclarecer o âmbito completo do esquema.
O que sabemos?
- Presidente da Câmara de Olímpia, Flávio Augusto Olmos, foi preso na operação 'Caixa Frio'.
- Olmos solicitou renúncia ao cargo e afastamento por 120 dias.
- A Polícia Civil prendeu Olmos e três assessores, além de cumprirem mandados de busca e apreensão.
- Sorveteria do político teria sido usada como ponto de repasse de valores ilegais.
- Operação foi realizada na segunda-feira (19) e o caso ainda está sob sigilo.
Fontes
- G1 imprensa





