Investigação revela participação de montadoras na manutenção da ditadura no Brasil
Livro revela como empresas ajudaram a sustentar o regime militar por meio de ações clandestinas
Estudo recente aponta que empresas como a Volkswagen, Mercedes-Benz, General Motors, Scania e Ford tiveram papel na repressão durante a ditadura militar brasileira, apoiando medidas e treinamentos aos militares.
Segundo fontes de uma pesquisa divulgada nesta semana, diversas empresas do setor automobilístico, além de bancos e metalúrgicas, contribuíram de forma indireta e até direta para a manutenção da ditadura militar no Brasil, que perdurou de 1964 a 1985. Apesar de os detalhes de algumas ações ainda não terem sido totalmente confirmados oficialmente, um livro recém-lançado revela que a participação dessas corporações foi mais profunda do que o inicialmente divulgado.
O livro, intitulado “Repressão Sociedade Anônima”, é o resultado de três anos de estudos que incluíram a análise de arquivos internos, entrevistas com ex-funcionários e investigação de documentos oficiais, especialmente na região do Grande ABC Paulista. Segundo um dos autores do estudo, Eduardo Reina, a investigação revelou que algumas empresas financiavam equipamentos utilizados em ações repressivas, como munições e protetores auriculares para estandes de tiro, além de participarem de treinamentos de militares envolvidos em atividades ilegais contra opositores ao regime.
Segundo depoimentos coletados pelos pesquisadores, há registros de empresas que, por exemplo, forneciam munições para estandes de tiro operados por órgãos de repressão. Ainda segundo Reina,
Fontes
- Agência Brasil fonte oficial
- Aventuras na História fonte especializada





