Brasil

Descobertas arqueológicas revelam presença humana na Idade da Pedra no Uzbequistão

Em apuração ?

Arqueólogos identificam sítios paleolíticos, neolíticos e petroglifos na região de Jizzakh

Sítios arqueológicos e petroglifos descobertos na região de Jizzakh, Uzbequistão.
Imagem: Aventuras na História

Pesquisas realizadas em setembro na região de Jizzakh, Uzbequistão, revelaram novos locais de ocupação humana desde a Idade da Pedra até o período medieval, incluindo um complexo de petroglifos que trazem detalhes sobre as antigas comunidades da área.

Arqueólogos que atuam na região de Jizzakh, no Uzbequistão, descobriram recentemente vários sítios arqueológicos que representam diferentes períodos da pré-história, de acordo com informações divulgadas pela Agência do Patrimônio Cultural do Uzbequistão e pelo Instituto Arqueológico Ya. Gulyamov de Samarcanda, fontes ainda sem confirmação oficial oficial. Essas descobertas, feitas durante trabalhos de campo realizados em setembro, incluem locais que remontam à Idade da Pedra, como sítios paleolíticos e neolíticos, além de um complexo de petroglifos antigos, ampliando o entendimento sobre a ocupação humana na região.

Segundo a fonte, na parte oriental da vila de Achchi foi encontrado um sítio paleolítico, enquanto na parte oeste da mesma vila, materiais neolíticos foram encontrados junto a outras áreas próximas de Achchi e de Arzha. Ainda de acordo com a fonte, essas evidências indicam que o oásis de Zaamin e a Cordilheira do Turquestão foram ocupados de forma repetida ao longo de diferentes períodos históricos, sugerindo uma ocupação contínua ou intermitente que pode ajudar a entender como as comunidades pré-históricas se deslocavam pelo território, utilizavam recursos naturais e estabeleciam seus assentamentos.

Outro destaque das descobertas foi a identificação, próxima à vila de Ravots, de um complexo de arte rupestre esculpido em afloramentos de xisto na margem esquerda do rio Ravotsoy. A equipe encontrou até o momento cerca de 30 petroglifos em sete faces de rocha, que representam figuras humanas e animais, incluindo um caçador disparando um arco, um bode da montanha, gado e um cachorro. Entre as imagens, há também o que parece ser um símbolo solar, possivelmente relacionado às crenças e tradições dessas comunidades antigas, ainda sem confirmação de sua interpretação religiosa ou simbólica.

A avaliação inicial dos especialistas indica que os petroglifos podem ter sido produzidos ao longo de um longo período, que vai desde a Idade do Bronze até o início da Idade Média, embora novas pesquisas sejam necessárias para determinar datas mais precisas e verificar se as faces rochosas foram utilizadas por diferentes grupos ao longo do tempo. Os arqueólogos planejam ampliar a investigação com estudos em maior escala, incluindo trabalhos científicos, documentação mais detalhada e técnicas de datação para compreender melhor a cronologia de todos esses achados, que oferecem pistas valiosas sobre os aspectos culturais, econômicos e sociais das comunidades que habitaram a região ao longo dos séculos.

Especialistas destacam a importância dessas descobertas, já que elas revelam um registro extenso e complexo da atividade humana na área de Jizzakh e na Cordilheira do Turquestão, potencialmente mudando o que se sabe sobre a história da região desde o Paleolítico até o período medieval, com implicações para o entendimento do desenvolvimento de sociedades antigas na Ásia Central.

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O que sabemos?

  • Foram descobertos sítios paleolíticos e neolíticos próximos a Achchi e Arzha.
  • Complexo de petroglifos foi encontrado na margem do rio Ravotsoy, com aproximadamente 30 figuras.
  • As imagens em rochas incluem humanos, animais e símbolos, possivelmente relacionados a crenças antigas.
  • Pesquisas indicam que a ocupação na região ocorreu de forma contínua ao longo de vários períodos históricos.

Fontes

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