Polícia prende suspeita de aliciamento de menores para esquema de exploração sexual no Rio
Última foragida de uma organização criminosa relacionada a abuso sexual é capturada em Itaboraí
Mariana de Oliveira Minas, suspeita de participar de uma rede de exploração de menores, foi presa pela Delegacia da Criança e Adolescente Vítima no Rio. Ela era foragida e mantinha ligação com o chefe do grupo, já preso desde março.
A Polícia carioca deu mais um passo na operação contra uma organização criminosa que explorava sexualmente menores de idade no Rio de Janeiro. Segundo fontes da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav), Mariana de Oliveira Minas, de 42 anos, foi presa nesta quarta-feira (14) em um abrigo em Itaboraí, na Região Metropolitana. Ela era considerada a última foragida do grupo, que estava sob investigação por estuprar vulneráveis, produzir conteúdo com menores e usar presentes, dinheiro e alimento para coagir as vítimas a manterem o silêncio.
Mariana, que possui antecedentes policiais por abandono de incapaz e homicídio em 2012 — este último referente ao crime cometido contra o ex-marido a facadas —, tinha uma notória ligação com Cordovil Antônio Nogueira Martins, apontado como chefe do esquema. O homem está preso desde março e, de acordo com fontes, Mariana foi empregada doméstica dele.
Detalhes obtidos pela polícia sugerem que Mariana tinha um papel ativo na organização criminosa. Após a quebra do sigilo de mensagens do próprio Cordovil, foram encontradas conversas onde ela apresentava fotos de meninas menores de idade ao chefe. Uma dessas mensagens, de novembro de 2022, trazia o seguinte trecho: "Eu já te mandei a foto das duas: uma de 15 e outra de 14". Ainda, ela propôs, em outra ocasião, levar a irmã mais velha de uma vítima para tentar driblar a vigilância da família da menor, dizendo: "Então vamos levar a irmã mais velha que aí mais pra frente ela vai levar a irmã, entendeu?".
Em relação às ações do grupo, ainda não há enfrentamentos de que uma gestora ou participante tenha sido condenada judicialmente, e a defesa dos suspeitos ainda não se pronunciou oficialmente. Ainda assim, as investigações indicam que o envolvimento de Mariana e do restante do grupo tinha por objetivo gerar conteúdo sexual com menores, além de explorar jovens vulneráveis, com promessas de presentes e vantagens materiais para manter o silêncio. Segundo informações da polícia, um dos episódios de uma das vítimas ocorreu após um encontro no qual Mariana, que morava com ela em um abrigo, deu um celular à criança, que, ao ser encontrada sozinha em um bar, afirmou que não via a mãe desde o dia anterior. O caso foi registrado como abandono de incapaz na 71ª DP de Itaboraí.
Fontes
- G1 imprensa





