Policial

Polícia prende casal suspeito de torturar bebê por meses em São João da Boa Vista

Em apuração ?

Violência incluiu agressões físicas e psicológicas, com episódios graves como traumatismo craniano

Imagem: G1

Um bebê de 1 ano foi vítima de torturas que duraram pelo menos quatro meses, incluindo agressões físicas, enforcamento e privação de sono. Mãe e padrasto foram presos preventivamente nesta segunda-feira (31), após investigações que revelaram um verdadeiro cenário de terror.

A polícia de São João da Boa Vista, interior de São Paulo, prendeu preventivamente na segunda-feira (31) uma mãe de 20 anos e seu padrasto de 33 anos suspeitos de torturar um bebê de apenas 1 ano de idade durante pelo menos quatro meses. Segundo o delegado Fabiano Antunes de Almeida, responsável pela investigação, o caso apresenta um "cenário de terror" que inclui episódios de violência física e psicológica contra a criança, atingindo seu ponto mais grave em 19 de junho, quando o menino sofreu traumatismo craniano grave e extensas hemorragias retinianas, além de hematoma subdural, uma espécie de sangramento interno no cérebro.

Após o episódio, a criança foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e encaminhada à Santa Casa de São João da Boa Vista. O menino chegou em estado grave, com rebaixamento extremo do nível de consciência, evoluindo para parada cardiorrespiratória, o que levou à sua transferência para uma UTI em um hospital de Campinas. Após um mês internado, ele recebeu alta hospitalar e foi deixado sob os cuidados do pai, que declarou à polícia que chorou bastante ao saber da situação de violência que o filho enfrentou.

Segundo informações apuradas pela polícia e ainda não totalmente confirmadas oficialmente, a investigação revelou que a criança era submetida a diversas formas de agressão, incluindo ser trancada nua no banheiro e levada a apanhar com uma colher de pau, além de receber medicamentos tarja preta para induzir o sono. Outras práticas apontadas incluem caminhadas forçadas no meio da madrugada, enforcamento, privação de sono, submersão da cabeça em água quente a cada cinco minutos, aplicação constante de gelo e agressões em locais de pouca visibilidade, como nádegas, solas dos pés e mãos, sempre usando objetos como a colher de pau ou toalhas para sufocar a criança.

O delegado explicou que os investigadores também encontraram mensagens nos celulares dos suspeitos relacionadas às agressões e que outros aparelhos estão sendo analisados. Ainda há depoimentos, exames periciais e análises de documentos que aguardam finalização. A defesa do casal afirmou que ainda não teve acesso aos laudos que embasaram a prisão, e a investigação continua em sigilo de Justiça. O episódio mais grave ocorreu no dia 19 de junho, quando o trauma craniano foi constatado, e a criança, após passar por uma longa internação, voltou a ficar sob os cuidados do pai, que manifestou sua comoção com a situação.

Os suspeitos permanecem à disposição da Justiça após a audiência de custódia na terça-feira (1º), sendo que a polícia ainda não confirmou se há alguma outra pessoa envolvida ou se há possibilidade de outros episódios de violência. A investigação, ainda em andamento, tenta esclarecer a extensão e detalhes dessas agressões que causaram tanto impacto na comunidade local, reconhecendo a gravidade de um caso que expõe os perigos de qualquer forma de violência contra crianças.

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O que sabemos?

  • Mãe e padrasto de 20 e 33 anos foram presos na segunda-feira (31) por suspeita de torturar um bebê de 1 ano.
  • A violência durou pelo menos quatro meses, incluindo episódios graves como traumatismo craniano, hemorragias e enforcamentos.
  • O episódio mais grave ocorreu em 19 de junho, causando o traumatismo craniano, com o menino internado por um mês.
  • A criança foi socorrida pelo Samu e deslocada para uma UTI em Campinas, apresentando estado grave.
  • A polícia encontrou mensagens nos celulares dos suspeitos relacionadas às agressões.

Fontes

  • G1 imprensa
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