Homem é preso por disparo involuntário durante caçada a javalis em Goiás
Gerente de fazenda morre após ser atingido por tiro em incidente na região sudoeste do estado
Douglas Souza Silva, de 38 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira após ser atingido na nuca por disparo feito por caçador na caminhonete onde estavam outros caçadores. Autor do disparo, homem de 40 anos foi preso em flagrante.
Na madrugada desta quarta-feira (2), um grave acidente durante uma caçada a javalis resultou na morte do gerente de fazenda Douglas Souza Silva, de 38 anos, na região entre Jataí e Serranópolis, no sudoeste de Goiás. Segundo informações da Polícia Civil, o disparo que atingiu Douglas foi feito de forma involuntária por um homem de 40 anos, registrado como Caçador, Atirador Desportivo e Colecionador (CAC), que estava na carroceria da caminhonete dirigida pela vítima.
Conforme relato dos policiais, o homem de 40 anos portava uma carabina calibre .357 no momento do incidente e acionou o gatilho por acidente. O disparo, que atingiu a nuca de Douglas, seguiu por alguns metros até que a caminhonete parasse, com outros caçadores presentes na carroceria percebendo o que havia acontecido. Douglas apresentava ferimentos na região da nuca e na traqueia, e morreu no local, sem possibilidade de socorro.
As autoridades apreenderam duas armas calibre .357 registradas na cena do crime: a carabina do autor do disparo e um revólver que pertencia a Douglas. Ainda segundo a Polícia Civil, o suspeito foi preso em flagrante por homicídio culposo, modalidade na qual não há intenção de matar, e deve responder ao processo em liberdade após o pagamento de fiança. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do ocorrido e aguarda os resultados das perícias para esclarecer o caso com mais detalhes, incluindo a dinâmica do disparo e o papel de cada envolvido na tragédia.
Este episódio traz à tona os riscos de atividades externas como a caça, sobretudo sem as devidas precauções. Ainda não há confirmação oficial sobre o nome do suspeito ou se há outras irregularidades na operação, pois o clube não se pronunciou e as investigações continuam em andamento. O caso ganhou destaque por envolver uma morte inesperada e o uso de armas registradas, além de levantar debates sobre segurança e responsabilidade em atividades de caça no Brasil.
Fontes
- G1 imprensa




