Policial

Polícia prende líder do movimento 'Barata' antes de protesto na Índia

Confirmada por múltiplas fontes ?

Manifestantes planejavam exigir a renúncia do presidente da Comissão Eleitoral, mas foram detidos pela polícia

Agentes policiais abordando um voo no aeroporto de Nova Délhi
Imagem: G1

Abhijeet Dipke, fundador do movimento juvenil 'Barata', foi preso em Nova Délhi antes de uma manifestação contra o presidente da Comissão Eleitoral da Índia. O grupo acusa a órgão de manipulação de listas eleitorais.

Nesta sábado (10), a polícia da Índia prendeu Abhijeet Dipke, fundador do movimento juvenil 'Barata', pouco antes de uma manifestação planejada na capital Nova Délhi. Segundo informações de fontes ligadas ao próprio grupo, a detenção ocorreu no aeroporto da cidade, após a chegada de Dipke de Mumbai, centro financeiro do país. Os manifestantes pretendiam exigir a renúncia do presidente da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, sob a acusação de manipulação nas listas de eleitores, alegando favorecimento ao partido governante, o Bharatiya Janata. Apesar das alegações do grupo e da oposição, nem a comissão nem o governo confirmaram oficialmente essas acusações.

Segundo o Partido Cockroach Janta (CJP), que organiza o movimento 'Barata', Dipke, junto com os líderes Saurav Das e Ashutosh Ranka, foi detido logo após desembarcar. Eles tinham convocado a manifestação sem a autorização das autoridades e, por isso, os policiais tinham orientação de impedir a realização do protesto. Ainda não há confirmação oficial de qual foi o impacto da prisão sobre a mobilização, mas o CJP publicou nas redes sociais imagens mostrando Dipke desembarcando de um avião na cidade. A ação policial reforça a tensão política no país, especialmente numa época de forte clamor contra irregularidades eleitorais e o papel da comissão responsável pelas eleições.

O movimento 'Barata' ganhou notoriedade ao se posicionar contra vazamentos de provas e irregularidades em exames e concursos públicos na Índia, contribuindo inclusive para a renúncia de um ministro da Educação em julho passado. A prisão de Dipke e a tentativa de impedir a manifestação ocorrem em um momento de crescente inquietação entre os jovens e setores da oposição, que veem na comissão eleitoral um órgão a ser rigorosamente fiscalizado. Apesar da repressão, a oposição e os apoiadores do movimento continuam embates nas redes sociais e na mídia, enquanto o governo ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

O que se sabe é que, até o momento, nenhuma outra liderança do movimento foi presa, e as informações sobre o desdobramento da ação policial ainda não foram totalmente confirmadas. A expectativa é que o episódio possa acirrar o debate sobre a transparência eleitoral na Índia, país com um sistema democrático em crescimento e desafios complexos de confiança nas instituições eleitorais.

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O que sabemos?

  • Abhijeet Dipke foi detido na chegada ao aeroporto de Nova Délhi.
  • A manifestação contra o presidente da Comissão Eleitoral foi considerada sem autorização pelas autoridades.
  • O movimento 'Barata' é conhecido por protestar contra irregularidades em exames públicos.
  • O grupo acusa o órgão eleitoral de manipular listas de eleitores para favorecer o partido do governo.

Fontes

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