Copiloto de voo da Flydubai tentou atacar passageiros e tinha planos inspirados no 11 de Setembro
Investigação aponta que copiloto planejava um atentado suicida em Israel, inspirado nos ataques de 2001, enquanto o incidente levou a uma homenagem por parte do governo israelense
Um copiloto a bordo de um voo da Flydubai entre Dubai e Tel Aviv planejava derrubar a aeronave em um atentado inspirado nos ataques de 11 de setembro, segundo investigações dos Emirados Árabes Unidos. Passageiros e tripulação conseguiram conter a ameaça, e o episódio resultou numa homenagem de Israel aos heróis do avião.
Na última semana, uma crise a bordo de um voo da Flydubai que partiu de Dubai com destino a Tel Aviv chamou a atenção internacional pelo seu grau de gravidade e pelas revelações posteriores. De acordo com o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, o copiloto da aeronave planejava um atentado suicida utilizando o próprio avião, inspirado nos ataques de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. Segundo as informações, o objetivo do copiloto seria lançar a aeronave contra um terminal do Aeroporto Internacional Ben Gurion, vitimando passageiros e tripulantes.
O incidente ocorreu em 30 de setembro, quando, de acordo com a investigação, o copiloto atacou o comandante com um machado. Apesar da agressão, os passageiros, auxiliados por alguns membros da tripulação, conseguiram tomar o controle da cabine após abrir a porta. Ainda segundo as fontes, o copiloto se radicalizou durante seus estudos na Austrália e já tinha realizado voos anteriores para Tel Aviv, planejando o ataque em detalhes. Durante o momento da tentativa, a aeronave perdeu 17 mil pés de altitude em um minuto, o que poderia ter resultado em uma tragédia maior.
As autoridades afirmam que o copiloto recebeu orientação ideológica que o levou a imaginar um ataque inspirado no 11 de setembro, embora ainda não tenham confirmado oficialmente se ele teria alguma ligação direta com grupos extremistas. O que se sabe é que as forças de segurança atuaram rapidamente e evitaram que o pior acontecesse, levando a uma reação rápida do grupo de passageiros que impediu o desastre. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou uma avaliação aprofundada da segurança de voos internacionais direcionados ao país, em meio às descobertas.
Na tarde desta quinta-feira, o presidente de Israel, Isaac Herzog, homenageou os cinco passageiros que participaram da contenção do copiloto, concedendo a eles o Prêmio Presidencial de Heroísmo Civil. Em discurso, Herzog destacou a importância da cooperação internacional na luta contra o terrorismo, afirmando que "há uma lição profunda que devemos tirar desta história extraordinária. Assim como pessoas de diferentes nacionalidades se unem para salvar aquela aeronave, a comunidade internacional também deve permanecer unida contra a ameaça global do terrorismo". Ele reforçou ainda que "a catástrofe foi evitada, mas a ameaça continua. O perigo do terrorismo global é mais real e urgente do que nunca".
Este episódio evidencia os riscos que ainda cercam a segurança da aviação internacional e provoca reflexões sobre a radicalização de pessoas, especialmente aquelas que fazem estudos no exterior. Ainda não há confirmação de que o copiloto tinha ligações com grupos extremistas, mas a investigação continua em andamento. A companhia Flydubai declarou que permanece colaborando com as autoridades na apuração do caso, e as informações sobre o acompanhamento do procedimento de segurança em voos entre Dubai e Tel Aviv ainda estão sendo revisadas pelas autoridades israelenses.
O que sabemos?
- Copiloto da Flydubai planejava atacar avião inspirado no 11 de setembro
- Tentativa foi frustrada por passageiros e tripulação
- O copiloto atacou o comandante com um machado
- A aeronave perdeu 17 mil pés de altitude durante o episódio
- Homenagem foi feita por Israel aos passageiros que conteram o agressor
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- CNN Brasil imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa
- G1 imprensa
- CNN Brasil imprensa





