Polícia do DF prende quadrilha que vendia kits para golpes do falso parente
Operação revela esquema criminoso que facilitava golpes envolvendo idosos e familiares falsificados
Uma investigação de cinco meses resultou na prisão de suspeitos que forneciam materiais e instruções para aplicar o golpe do falso parente em diferentes regiões do Brasil.
A polícia do Distrito Federal realizou uma operação que prendeu uma quadrilha especializada na venda de kits utilizados para aplicar o chamado 'golpe do falso parente', uma modalidade de estelionato que tem especialmente prejudicado idosos. Segundo informações divulgadas por uma fonte oficial, as detenções aconteceram em Ceilândia e Taguatinga, além de Goiânia, com a apreensão de celulares, computadores, lotes de chips de celular e documentos relacionados às atividades criminosas.
A investigação, que durou cinco meses, identificou que o grupo se dividia em núcleos específicos. Dados fornecidos por fontes policiais indicam que um núcleo localizado em Brasília era responsável por habilitar chips de celular utilizando CPFs de pessoas que desconheciam o esquema. Esses chips eram enviados para um núcleo em Goiânia, onde criavam contas em aplicativos de mensagem com os números e informações obtidas ilegalmente, facilitando o contato com as vítimas e a execução do golpe.
De acordo com a polícia, os criminosos elaboravam roteiros de histórias inventadas, com o objetivo de convencer as vítimas a transferir dinheiro. Os detalhes desses roteiros eram utilizados nos kits, que continham o passo a passo para convencer idosos, principalmente, a fazer transferências, pagar boletos e até solicitar empréstimos. Os integrantes usavam fotos, dados e contatos roubados, e até os números de telefone eram utilizados em conveniências criminosas.
Um caso emblemático, ainda não confirmado oficialmente, foi o de uma aposentada de 72 anos de Brasília. Segundo a Polícia Civil, ela perdeu mais de R$ 53 mil após cair no golpe do falso parente, ao receber uma mensagem no celular que dizia ser do seu filho, pedindo ajuda emergencial. A vítima foi convencida a fazer um PIX de R$ 2,5 mil, além de pagar vários boletos e ser persuadida a pegar um empréstimo, acreditando que estava ajudando alguém próximo. Ela só percebeu o esquema quando o falso 'filho' pediu uma quantia ainda maior.
Até o momento, a polícia identificou 19 vítimas desse golpe apenas nos últimos seis meses, sendo a maioria idosos. Para evitar novos golpes, a autoridade policial sugeriu adotar uma estratégia simples: criar um código de segurança com seus familiares, um segredo que só vocês conhecem, tornando mais difícil a ação dos criminosos. Segundo o delegado responsável pela investigação, essa medida ajudaria a desconfiar e evitar golpes como o do falso parente, que explora a confiança e a vulnerabilidade das vítimas.
O que sabemos?
- Polícia do DF prendeu uma quadrilha vendendo kits para aplicar o golpe do falso parente.
- Suspeitos se dividiam em núcleos que habilitavam chips de celular com CPFs roubados e criavam contas em aplicativos de mensagem.
- A operação ocorreu em Ceilândia, Taguatinga e Goiânia, com apreensão de celulares, computadores, chips e documentos.
- Um caso emblemático envolve uma aposentada de 72 anos que perdeu mais de R$ 53 mil após cair no golpe.
- A polícia identificou 19 vítimas nos últimos seis meses, principalmente idosos.
Fontes
- G1 imprensa





