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Polêmica: Imagens de presidente colombiano caminhando entre corpos causam debates e ordens judiciais

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Fotos do novo líder da Colômbia geram críticas e mostram complexidade das decisões de segurança

Presidente colombiano caminhando entre corpos durante operação militar
Imagem: BBC News Brasil

O presidente colombiano Abelardo de la Espriella publicou vídeo em que aparece entre cadáveres de supostos guerrilheiros. Justiça ordenou que o conteúdo fosse removido temporariamente, gerando controvérsia nacional.

Desde sua campanha eleitoral, o presidente colombiano Abelardo de la Espriella prometeu uma postura firme contra o crime. Seu discurso de segurança reforçou-se após uma operação das forças militares em Guaviare, na qual 23 supostos dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e dois menores de idade foram mortos, segundo relata a BBC News Brasil. No entanto, uma publicação sua nas redes sociais, na qual aparece caminhando entre os corpos de indivíduos considerados insurgentes mortos, trouxe uma intensa controvérsia ao país. O vídeo, que ainda não foi oficialmente removido, gerou críticas de órgãos de direitos e de figuras públicas, incluindo a Defensora do Povo na Colômbia, Iris Marín, que afirmou via rede social X que "o Estado e o Governo não podem competir para ver quem consegue ser o mais cruel". Ela reforçou que "mesmo em tempos de guerra, há limites, e a dignidade humana não desaparece com a morte. As imagens e os símbolos do poder público também importam". A agência de notícias AFP revelou que, na última quinta-feira (10/09), um juiz em Bogotá autorizou a suspensão temporária dessas publicações, embora essa decisão ainda não tenha sido oficialmente confirmada pelos órgãos judiciais. A estratégia de De la Espriella, que busca fortalecer sua imagem de combate ao crime, parece estar ligada ao uso de símbolos de força, mesmo em momentos que levantam questionamentos éticos e morais em uma nação marcada por décadas de conflito armado, no qual atrocidades foram cometidas por insurgentes, forças estatais e grupos paramilitares. Ainda não há confirmação oficial se o vídeo foi removido, e o clube não se pronunciou até o momento. O episódio revela a complexidade de ações de um líder que pretende mostrar firmeza, mas que provoca reações divididas na sociedade colombiana, assombrada por sua história de violência.

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O que sabemos?

  • O presidente colombiano Abelardo de la Espriella publicou um vídeo caminhando entre corpos de supostos guerrilheiros mortos.
  • A operação militar ocorreu em Guaviare, resultando na morte de 23 dissidentes das Farc e dois menores de idade.
  • Na última quinta-feira (10/09), um juiz em Bogotá ordenou que as imagens fossem ocultadas temporariamente.
  • A Defensora do Povo na Colômbia, Iris Marín, criticou as imagens, destacando limites éticos na guerra.
  • O clube do presidente não se pronunciou oficialmente até o momento.

Fontes

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