Tensão política em Pernambuco cresce com mudanças na coligação de Raquel Lyra
Ministro do STF retira federação da coligação, impactando cenário eleitoral no estado
A disputa pelo governo de Pernambuco registra movimentações políticas importantes, incluindo uma mudança recente no apoio da candidata Raquel Lyra causada por decisão do STF. Pesquisa aponta empate técnico entre os candidatos João Campos e Raquel Lyra no primeiro turno.
Segundo a pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (28), João Campos (PSB) lidera a disputa ao governo de Pernambuco com 45% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Raquel Lyra (PSD) aparece com 43%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o cenário é de empate técnico. Ainda que ambos estejam tecnicamente empatados, a projeção para um eventual segundo turno mostra João Campos com 46% contra 45% de Lyra, além de 4% dos entrevistados que votariam em branco ou nulo, e 3% ainda não sabem ou não responderam. Esses dados indicam uma disputa bastante equilibrada na corrida eleitoral, destaque que chamou a atenção de diferentes setores da política estadual.
Recentemente, a disputa ganhou um agravante quanto às alianças partidárias, devido a uma decisão do ministro do STF Dias Toffoli. Segundo informações obtidas junto à Folha de S.Paulo, Toffoli mudou seu entendimento e cassou uma decisão anterior que permitia a permanência de uma federação formada pelo PSDB e Cidadania na coligação de Raquel Lyra. No sábado (26), em sessão no STF, ele determinou a retirada do grupo da coligação da candidata e ordenou o recalculo do tempo de propaganda eleitoral, uma medida que poderá influenciar na campanha e na estratégia eleitoral de Lyra, que busca a reeleição. Ainda não há confirmação oficial se a decisão impactará diretamente na coligação como um todo, mas a movimentação judicial levanta uma questão importante a respeito do alinhamento político no estado.
No campo das propostas, Raquel Lyra anunciou que pretende garantir que todas as Delegacias da Mulher de Pernambuco funcionem 24 horas por dia, além de abrir salas especializadas chamadas 'Salas Lilás' nas delegacias comuns. Durante agenda na comunidade de Caranguejo Tabaiares, na Zona Oeste do Recife, ela participou de encontro com mulheres e reforçou seu compromisso de enfrentar a violência de gênero. Ao lado da vice-governadora Priscila Krause, Lyra também destacou que pretende reforçar a atuação das delegacias na proteção às mulheres, chegando a prometer que todas as 15 unidades do estado terão atendimento contínuo, uma iniciativa que, se concretizada, poderia melhorar o atendimento às vítimas de violência.
Sobre o cenário político mais amplo, uma das ações recentes que chamou atenção foi a alteração na coligação de Lyra, que parecia consolidada até então, mas que passou a ser questionada após a decisão do STF. Ainda não há detalhes sobre possíveis reações dos partidos envolvidos ou impacto na campanha. A movimentação surpreende pelo peso político do ministro Dias Toffoli, que votou inicialmente a favor de manter a federação, apenas para mudar de posição posteriormente. O episódio reforça a complexidade do cenário eleitoral em Pernambuco, onde alianças e decisões judiciais parecem ser fator decisivo para o futuro da disputa pelo cargo de governador.
O que sabemos?
- João Campos lidera com 45% na pesquisa de intenção de voto, Raquel Lyra tem 43%.
- Cena de empate técnico no primeiro turno, com margem de erro de dois pontos.
- Decisão do STF retirou federação da coligação de Raquel Lyra, impactando a campanha.
- Raquel Lyra promete transformar o atendimento às mulheres nas delegacias, com funcionamento 24h e salas especiais.
- Movimentações jurídicas envolvem decisão de ministro do STF e influência na campanha eleitoral.
Fontes
- CNN Brasil imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa
- G1 imprensa



