Policial

Acre participa de mobilização nacional para coleta de DNA de familiares de desaparecidos

Em apuração ?

Faróis acesos na busca por identificar pessoas desaparecidas no estado

Famílias participam da coleta de DNA durante mobilização nacional no Acre
Imagem: G1

Durante a quarta edição da mobilização nacional, oito famílias acreanas coletaram material genético na tentativa de facilitar a identificação de desaparecidos. A ação, coordenada pelo Ministério da Justiça, ocorre em todo o país com objetivo de cruzar dados e ajudar nas buscas.

Em uma iniciativa que busca ampliar as possibilidades de localizar e identificar pessoas desaparecidas, oito famílias do Acre participaram, entre os dias 24 e 28 de agosto, da 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A ação, que contou com pontos de coleta distribuídos por todo o país e também no estado, visa criar um banco de perfis genéticos de familiares, possibilitando a integração com dados de desaparecidos e restos mortais não identificados.

Segundo informações da diretora do Instituto de Análises Forenses do Acre, Dulcilene Luna, as amostras coletadas em Rio Branco foram encaminhadas para análise genética, que será realizada pelo laboratório de genética forense conforme a capacidade técnica do equipamento. “As amostras serão processadas pelo Laboratório de Genética Forense conforme a ordem de processamento e a capacidade técnica e operacional do laboratório, considerando a fila de exames existentes”, declarou ela. Ainda de acordo com Dulcilene, após o processamento, os perfis genéticos serão inseridos nos bancos de dados estadual e nacional, na categoria específica para familiares de desaparecidos.

Ela explicou que, caso haja uma possível coincidência genética que indique parentesco, peritos do Núcleo de Genética Forense realizarão análises complementares para confirmar o vínculo e elaborar um laudo que será enviado às autoridades responsáveis pelo registro do desaparecimento. “Isso pode ajudar a esclarecer casos de pessoas que ainda não foram encontradas, facilitando a identificação tanto de vítimas quanto de restos mortais não identificados”, acrescentou a diretora.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Acre registrou 386 pessoas desaparecidas em 2025, um aumento de quatro registros em relação ao ano anterior. A taxa de desaparecimentos no estado é de 43,6 por cada 100 mil habitantes, acima da média nacional, que ficou em 39,5. Ainda segundo o anuário, o Acre também teve mais de 140 desaparecimentos de crianças e adolescentes somente neste ano. Apesar do crescimento discreto de 0,6% em relação a 2024, esses números reforçam a necessidade de ações integradas e tecnológicas na busca por desaparecidos.

Até o momento, o estado não possui uma data limite para que familiares possam colaborar com a coleta de material genético, reforçando a importância de campanhas permanentes para ampliar o banco de dados e aumentar as chances de sucesso nas buscas. O movimento nacional contou com 334 pontos de atendimento em todo o Brasil, incluindo locais mesmo quando o desaparecimento foi registrado em outro estado, reforçando que a cooperação entre unidades da federação é fundamental para melhorar os resultados dessa política pública.

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O que sabemos?

  • Oito famílias do Acre coletaram DNA durante a 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA.
  • A ação ocorreu entre 24 e 28 de agosto em todo o Brasil.
  • Materiais coletados serão analisados e inseridos em bancos estaduais e nacionais de perfis genéticos.
  • A mobilização faz parte de uma força-tarefa coordenada pelo Ministério da Justiça.
  • O Acre registrou 386 desaparecidos em 2025, com uma taxa superior à média nacional.
  • Busca por desaparecidos inclui coleta de DNA mesmo que o registro ocorreu em outro estado.
  • A coleta não possui prazo máximo para participação.
  • O estado tem aumentado o número de desaparecimentos, especialmente de crianças e adolescentes.

Fontes

  • G1 imprensa
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