Perícia usa tecnologia avançada para reconstruir queda de helicóptero que vitimou cantor Rick
Equipes refazem trajeto e analisam destroços da aeronave na mata catarinense
A investigação do acidente com o helicóptero que matou Rick e mais quatro pessoas utiliza drones e scanner 3D para mapear o local da colisão. As equipes enfrentam dificuldades devido às condições do terreno e buscam entender os últimos momentos do voo.
Após a tragédia na Serra Catarinense, onde um helicóptero que levava o cantor Rick caiu, equipes de perícia estão investigando as causas do incidente com o auxílio de tecnologia de ponta. Segundo fontes do G1 Pop & Arte, os profissionais refizeram o trajeto de resgate até o ponto onde a aeronave, um Bell 430 de prefixo PP-MGR, se chocou contra a vegetação, para tentar entender como tudo aconteceu. Drones equipados com câmeras térmicas e um scanner tridimensional estão sendo usados para mapear o cenário com precisão, permitindo uma análise detalhada dos destroços retorcidos na mata fechada.
De acordo com o perito criminal Fernando Henrique Ponzetti, esse método inovador possibilita uma espécie de “voltar virtualmente” ao local da tragédia, preservando vestígios importantes. “Com as medidas da aeronave, diâmetro do rotor e comprimento do fuselagem, podemos simular as entradas na mata e avançar na compreensão do que ocorreu nesses últimos momentos do voo,” explicou. Imagens exclusivas obtidas durante a reconstrução mostram os destroços dispersos, com apenas poucos pedaços restantes de uma aeronave que tinha mais de quinze metros de comprimento. O impacto na vegetação foi violento, deixando fragmentos dispersos, o que, segundo os peritos, reduz as chances de que houvesse sobreviventes.
As buscas pelo local da queda envolveram uma jornada difícil de duas horas e meia de caminhada por relevo íngreme, a 1.700 metros de altitude, com mata fechada, lama, pedras e zonas alagadas, dificultando o acesso às equipes de resgate. Segundo relato do comandante dos bombeiros, eles receberam a informação de um possível desaparecimento do helicóptero às 16h25, entre Urubici e São Joaquim, e tiveram que mobilizar um grande aparato ainda durante a noite devido às condições adversas de visibilidade e terreno. Somente no dia seguinte, a busca se intensificou com recursos como drones com câmeras térmicas, que vasculharam a vegetação e ajudaram na localização de sinais do aparelho.
Patrulhas de bombeiros, militares, agentes da Defesa Civil e voluntários trabalharam por mais de 20 horas contínuas, até que, às 11h32, câmeras de segurança de fazendas próximas captaram o som da colisão. Desde então, o esforço se concentrou em localizar possíveis sobreviventes e entender a sequência dos eventos. Ainda não há informações conclusivas sobre as razões do acidente, e o clube ou família de Rick ainda não se pronunciaram oficialmente. A investigação continua, aguardando análises detalhadas, que podem esclarecer, por exemplo, como uma viagem de cerca de uma hora e meia terminou tragicamente na selva catarinense.
O que sabemos?
- Aeronave caiu na Serra Catarinense, matando Rick e mais quatro pessoas.
- Perícia usa drones e scanner 3D para mapear o local.
- Busca foi dificultada por relevo íngreme, mata fechada e condições adversas.
- Comunicação inicial foi de avião desaparecido às 16h25; buscas intensificaram na manhã seguinte.
Fontes
- G1 Pop & Arte imprensa





