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Aumento suspeito de feminicídios na Itália revela pico recente e debates sobre legislação

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Em um verão marcado por tragédias, Itália registra aumento expressivo de feminicídios, levantando questionamentos sobre a efetividade de novas leis

Aumento suspeito de feminicídios na Itália revela pico recente e debates sobre legislação
Imagem: Folha de S.Paulo

Nos meses de agosto e setembro, a Itália vive um aumento considerável nos feminicídios, com 16 casos registrados pelo grupo Non Una di Meno, depois de uma tendência de queda desde 2020.

Segundo informações divulgadas pelo grupo Non Una di Meno, o observatório que monitora feminicídios na Itália, o país experimentou um pico repentino de casos nos meses de agosto e setembro deste ano. Foram registradas 16 mortes suspeitas de feminicídio nesse período, uma quantidade significativa em comparação com os seis casos ocorridos entre julho e agosto. Ainda não há confirmação oficial de que esses números representam uma tendência definitiva, mas o aumento chamou atenção em meio ao debate nacional sobre uma possível nova legislação de proteção às mulheres.

No dia 3 de setembro, uma tragédia chamou a atenção do país: Lorena Isceri, de 45 anos, foi vítima de uma violência brutal por parte de seu ex-companheiro em Florença. Segundo relato divulgado, ela foi agredida, amarrada e trancada no porta-malas de um carro por seu ex, que dirigiu por quase uma hora antes de parar e jogar Lorena viva de um viaduto com aproximadamente 30 metros de altura. Lorena morreu na hora. O agressor, que também teria sido seu ex-companheiro, se suicidou logo após o crime, segundo fontes não confirmadas oficialmente. Menos de 20 dias antes, Tania Terrin, de 39 anos, foi estrangulada até a morte na sua própria casa na província de Veneza pelo ex-companheiro, uma relação que já tinha sido denunciada à polícia por violência anterior. O homem também se suicidou logo após o crime. Esses eventos evidenciam um verão marcado por tragédias relacionadas à violência de gênero, que, segundo o observatório, correspondiam a um aumento expressivo dos feminicídios na Itália.

Federica Rosin, responsável pelo monitoramento e análise desses casos no grupo Non Una di Meno, explicou que o mês de setembro apresenta um característico

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