Policial

Padre com condenação por abuso infantil é preso novamente por suspeita de estupro no litoral de São Paulo

Em apuração ?

Religioso de 58 anos foi condenado por crime contra criança em Franca e agora é suspeito de abuso de vulnerável em Praia Grande

Imagem: G1

Padre Jucelino de Oliveira, com 58 anos, foi detido na sexta-feira sob suspeita de estupro de vulnerável. Ele já tinha condenação anterior por abuso de uma menina de 10 anos em Franca, SP.

Na última sexta-feira (4), o padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi preso em Praia Grande, no litoral de São Paulo, sob suspeita de estupro de vulnerável. A prisão ocorreu após investigações conduzidas pela Polícia Civil e ainda está sob sigilo, mas sabe-se que o religioso administra a Casa Pime na cidade e celebrava missas em pelo menos duas igrejas locais.

Segundo informações do Ministério Público de Franca, o sacerdote já tinha um histórico criminal por crimes sexuais contra uma criança. Em 2009, ele foi condenado a 12 anos de reclusão por estupro e atentado violento ao pudor contra uma menina de 10 anos, crime ocorrido em 2006. Na ocasião, o caso chegou às autoridades após a própria vítima contar o ocorrido a uma prima, levando à denúncia registrada na Delegacia de Defesa da Mulher de Franca. Como Jucelino era parente da criança e frequentava a residência da menina, a situação gerou grande repercussão na cidade, especialmente porque ele tinha 41 anos na época e já fazia parte do clero da Diocese de Santo Amaro, em São Paulo.

De acordo com o relato da época, o padre chegou a ficar preso preventivamente por cerca de seis meses em 2007. Posteriormente, ele foi solto após um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça, respondendo o processo em liberdade. A condenação de 2009 foi a primeira condenação formal por crimes sexuais contra menores, e os advogados de defesa à época afirmaram que ele ainda não havia sido oficialmente intimado do resultado, além de alegarem que recorreriam da sentença.

A atual investigação, segundo fontes que confirmaram a apuração ao G1, revela que uma jovem de 19 anos relatou que Jucelino oferecia bebidas alcoólicas a ela e ao namorado, de 18 anos, ambos considerados coroinhas na Igreja. Ela também afirmou que o religioso foi quem administrava a Casa Pime e que a prisão tem caráter cautelar, ou seja, busca garantir o andamento do inquérito, sem uma condenação definitiva ainda confirmada oficialmente. O advogado do padre, João Paulo Silva Rocha, declarou que a prisão é temporária e exclusivamente cautelar, sem caracterizar sentença de culpabilidade ou condenação definitivas.

A Diocese de Santos informou que adotará

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Fontes

  • G1 imprensa
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