A operação cumpriu mandados em Fortaleza, Paraipaba e Trairi, e revelou movimentações atípicas em uma empresa de eventos. Polícia Civil e MP atuaram para desmantelar esquema suspeito de desviar dezenas de milhões.
Na última semana, uma operação do Ministério Público do Ceará, apoiada pela Polícia Civil, cumpriu mandados de busca e apreensão em Fortaleza, Paraipaba e Trairi, visando desmantelar um esquema considerado de fraude em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo uma empresa do ramo de eventos. Segundo fontes do MP, foram apreendidos, ao todo, mais de R$ 430 mil em dinheiro em espécie, além de dispositivos eletrônicos, e uma quantia significativa em euros e dólares, reforçando a suspeita de movimentações financeiras ilegais.
De acordo com informações divulgadas até o momento, a operação, denominada 'Saque a Descoberto', decorre de uma investigação que iniciou após um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) apontar movimentações financeiras atípicas em uma empresa de eventos localizada no interior do Ceará. Ainda conforme a fonte, o faturamento declarado pelo proprietário da empresa seria de cerca de R$ 12 mil anuais, enquanto nos últimos oito meses, a movimentação financeira atingiu aproximadamente R$ 8,9 milhões, valor que, segundo o MP, não condiz com a estrutura operacional da companhia, que se encontra instalada em um imóvel de porte quase residencial.
A investigação aponta que os contratos firmados pela empresa nos anos de 2024 e 2025 ultrapassam a marca de R$ 79 milhões, indicativo de uma possível fraude de grande escala. O levantamento também revela que, nos últimos meses, foram realizados saques de valores superiores a R$ 4 milhões em espécie, movimento considerado incompatível com a pequena estrutura física da organização. Ainda não há confirmação oficial sobre a identidade dos envolvidos ou se eles ocupam cargos públicos – a Prefeitura de Paracuru, município onde um dos suspeitos atua, afirmou que a operação do MP não teria relação com o exercício de cargos públicos ou com atos administrativos.
Segundo fontes do MP, a operação ainda investiga o desvio de aproximadamente R$ 43 milhões em fraudes relacionadas a licitações, além de apontar possíveis conexões com várias regiões e municípios do Ceará. A ação contou com apoio da Polícia Civil e ocorre em segredo de Justiça, o que impede o acesso a muitos detalhes pelos órgãos municipais. A prefeitura local declarou ainda estar acompanhando o caso e aguardando desdobramentos oficiais, reforçando que o processo não envolve atos do secretário municipal de Paracuru, mesmo sendo um dos investigados apontados pelas apurações.
Entre os objetos apreendidos na operação, estão câmeras, computadores e valores em espécie, que juntos totalizaram mais de R$ 430 mil, incluindo cerca de R$ 254 mil, €26 mil e US$6 mil. Ainda segundo a fonte, a investigação começou após a análise de relatórios financeiros do COAF indicar movimentações incomuns, considerando que o proprietário da empresa declarou um faturamento anual de R$ 12 mil, mas movimentou milhões em poucos meses, evidenciando uma possível tentativa de lavagem de dinheiro. Os desdobramentos do caso ainda não foram totalmente esclarecidos, e as autoridades continuam investigando o esquema que pode envolver dezenas de milhões de reais em recursos públicos e privados.
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O que sabemos?
✓A operação ocorreu em Fortaleza, Paraipaba e Trairi.
✓Mais de R$ 430 mil foram apreendidos em espécie.
✓Empresa movimentou cerca de R$ 8,9 milhões em oito meses.
✓Contratos da empresa somaram mais de R$ 79 milhões em 2024 e 2025.
✓A investigação começou após movimentações financeiras atípicas apontadas pelo COAF.
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