MP pede júri popular para cinco envolvidos na morte de policial em Niterói
Expulsão de policiais e detalhes da investigação destacam complexo caso de homicídio na Região Metropolitana do Rio
O Ministério Público do Rio solicitou o julgamento em júri popular de cinco suspeitos relacionados à execução do policial civil Carlos José Queiroz Vianna. Dois policiais militares envolvidos foram expulsos da corporação após serem presos em flagrante com armas e placas clonadas.
Segundo informações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), foi protocolada a solicitação para que cinco suspeitos respondam por homicídio qualificado e outros crimes relacionados à morte do policial civil Carlos José Queiroz Vianna, ocorrida em outubro do ano passado, na região de Piratininga, em Niterói. Ainda não há uma confirmação oficial de quem teria sido o mandante do crime, mas a investigação aponta que a ação envolveu um grupo de criminosos e agentes com atuação coordenada.
Entre os envolvidos, estão dois policiais militares que já tiveram suas expulsões confirmadas pelo Comando da Polícia Militar em agosto. São eles Fábio Ramos e Felipe Noronha, ambos presos em flagrante dirigindo um veículo com armas e placas clonadas. Conforme divulgado pela corporação, na ocasião, os policiais foram flagrados no Jeep utilizado na fuga dos criminosos, onde também estavam armas ilegais e outros itens usados no homicídio do policial civil. A justificativa para a expulsão foi pelo envolvimento com veículos roubados, clonados e porte ilegal de armas, considerados transgressões de disciplina graves.
A investigação indica que a morte de Carlos José foi precedida por uma sequência de ações criminosas, além do acompanhamento do próprio policial por parte de suspeitos. Uma das diligências aponta que um dos réus, Mayck Junior, teria filmado a rotina da vítima na porta de sua residência e na 29ª Delegacia de Polícia (Madureira). Ainda segundo fontes do MP, Dênis da Silva Costa atuou como “batedor” após o homicídio, auxiliando na destruição do veículo utilizado no crime – um Jeep Compass. Além disso, a polícia identificou que duas armas apreendidas com o grupo criminoso foram usadas também na morte de outras duas vítimas, em anos distintos.
Outro nome importante na investigação é o de José Gomes da Rocha Neto, conhecido como Kiko, apontado como coordenador do grupo criminoso responsável pelos atos, de acordo com fontes do MP. Ele teria liderado as ações que culminaram na execução do policial civil, além de participar ativamente da orquestração criminosa.
O caso segue em apuração pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, que realiza análises de quebras de sigilo de celulares apreendidos na operação, buscando entender motivação, possíveis mandantes e a extensão da rede envolvida. Todos os suspeitos estão presos e responderão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e falsificação ou adulteração de placas de veículos. Ainda não há uma definição sobre o futuro julgamento, mas o MP reforçou que quer levar os réus a júri popular, o que pode acontecer nos próximos meses.
O que sabemos?
- MP pede júri popular para cinco réus pelo homicídio de policial civil em Niterói.
- Dois policiais militares foram expulsos em agosto após serem presos com armas e placas clonadas.
- Suspeitos filmaram e seguiram a rotina da vítima antes de sua morte.
- Grupo criminosa utilizou armas apreendidas também em outros homicídios.
- Investigações continuam com análise de celulares e possíveis mandantes.
Fontes
- G1 imprensa




