Policial

Investigações revelam empresas ligadas a Milton Leite com capital superior a R$ 52 milhões

Informações checadas ?

Ex-vereador preso na Operação Vectura Corrupta aparece como sócio de várias empresas, incluindo construtora da família

Milton Leite em uma sessão na Câmara de São Paulo, ao fundo, documentos de investigação.
Imagem: Folha de S.Paulo

Milton Leite, ex-vereador de São Paulo, está preso desde a sexta-feira após operações ligadas à infiltração do PCC no transporte público. Segundo documentos oficiais, ele figura como sócio de empresas que juntas têm mais de R$ 52 milhões em capital social.

Segundo informações da Jucesp (Junta Comercial de São Paulo), o ex-vereador Milton Leite, atualmente detido por sua conexão com a Operação Vectura Corrupta, aparece como sócio e administrador de um conjunto de empresas cujo capital social soma mais de R$ 52 milhões. Ainda não há confirmação oficial do envolvimento de Milton em atividades ilícitas relacionadas às empresas, mas documentos apontam que ele faz parte de uma estrutura empresarial que inclui sua esposa, Neusa Maria Paulino da Silva, e seus filhos Milton Leite Filho, Alexandre Leite e Felipe Leite. Destes, os dois primeiros ocupam atualmente cargos de deputado. Parte das companhias possui a Neumax, uma construtora familiar, como sócia, o que reforça a presença da família no setor.

O ex-vereador foi preso na sexta-feira (18), após investigações que apuram infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público de São Paulo, envolvendo ramificações até o meio político. A operação busca responsabilizar suspeitos de ligação com o esquema, embora detalhes específicos sobre a participação de Milton nas atividades criminosas ainda não tenham sido totalmente esclarecidos.

Além da prisão, a defesa de Milton Leite entrou com um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta segunda-feira (21), buscando reverter a decisão que decretou sua detenção. Segundo os advogados, Wilton Luís da Silva Gomes, Henrique Sobreira Attuch e Beatriz Alaia Colin, a prisão não estaria fundamentada de forma legal, já que o pedido inicial do Ministério Público foi considerado genérico pelo juiz de primeira instância, o que, na visão dos defensores, questiona a validade do decreto de prisão. Ainda não há uma decisão definitiva sobre o pedido no STJ.

Outro episódio relacionado ao ex-vereador envolve a invasão ao seu escritório em São Paulo, onde criminosos furtaram o gravador de câmeras de segurança, levando imagens que poderiam ajudar nas investigações. A polícia apura se o ato foi uma tentativa de ocultar provas, já que, além do equipamento, os invasores deixaram R$ 19.260,00 em dinheiro, talões de cheque, cartões de banco e documentos pessoais, todos em nome de Milton Leite. A casa do ex-vereador, localizada na zona sul de São Paulo, em Santo Amaro, ainda não possui registro na prefeitura ou matrícula em cartório, o que também está sendo avaliado pela polícia na continuidade do inquérito.

Publicidade

O que sabemos?

  • Milton Leite é preso na Operação Vectura Corrupta.
  • Ele é sócio de empresas que juntas têm mais de R$ 52 milhões de capital.
  • A família de Milton participa dessas empresas, incluindo a construtora Neumax.
  • Milton foi preso por investigações relacionadas à infiltração do PCC no transporte de São Paulo.
  • A defesa do ex-vereador apresentou habeas corpus ao STJ, buscando a revogação da prisão.
  • Criminosos invadiram o escritório de Milton Leite, furtando um gravador de câmeras e deixando R$ 19 mil para trás.

Fontes

Publicidade