Militares próximos a Bolsonaro defendem anistia após tentativas de golpe, aponta apuração
Ex-ministro da Saúde e militares ligados ao bolsonarismo discutem inclusão de presos e apoiadores em uma eventual reconciliação política
Segundo fontes, Pazuello e Eliéser Girão, ambos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro, sugerem medidas de perdão para envolvidos na tentativa de golpe e para quem foi preso após os acontecimentos de janeiro de 2023.
Uma apuração realizada pela reportagem revelou que militares vinculados ao entorno do então presidente Jair Bolsonaro têm defendido, ainda não oficialmente, a implantação de uma ampla anistia relacionada às tentativas de golpe de Estado ocorridas no início de 2023. Segundo uma fonte, as discussões envolvem não apenas os presos que foram detidos por esses atos, mas também aqueles que apoiaram ou foram aliados dos envolvidos, incluindo membros das Forças Armadas que não foram condenados.
Entre esses militares, estão o ex-ministro da Saúde durante o governo Bolsonaro, Eduardo Pazuello, e o deputado Eliéser Girão, ambos reeleitos e atualmente ligados às campanhas de Flávio Bolsonaro pelo PL. Ainda de acordo com a fonte, Pazuello, que foi ministro da Saúde durante a pandemia e posteriormente eleito deputado federal, tem sido citado como possível integrante de um futuro eventual governo do próprio Flávio Bolsonaro, caso vença a eleição presidencial deste ano. Além de sua atuação na saúde, Pazuello tem sido mencionado na cena política como cotado para assumir posições relacionadas ao setor do petróleo, caso uma futura gestão dele ocupe cargos de poder, como a presidência da Petrobras.
Em uma observação mais específica, ainda segundo a fonte, Pazuello tem defendido uma proposta de anistia ampla, que incluiria tanto os envolvidos na tentativa de golpe quanto os que, de alguma forma, foram presos ou julgados por esses atos. Essa proposta teria como objetivo promover uma reconciliação e lidar com o que ele chama de 'quem prendeu' esses indivíduos. Essa possibilidade de anistia, ainda não confirmada oficialmente, teria sido discutida em conversas internas, especialmente considerando o momento político tenso que o país atravessa após os acontecimentos de janeiro.
O debate sobre uma possível anistia tem provocado diferentes reações dentro do espectro político e militar. Aqueles que apoiam a iniciativa veem-na como uma forma de pacificação e de evitar uma crise ainda maior na estabilidade institucional. Já os opositores alertam para os riscos de legitimar ações que tentaram derrubar o governo democraticamente eleito. Fonte afirma que, até o momento, o próprio presidente Lula e os órgãos responsáveis não se pronunciaram oficialmente sobre o tema.
As discussões indicam que, por enquanto, tudo não passa de uma intenção não oficial e que ainda há muitos detalhes a serem esclarecidos. Os envolvidos, no entanto, continuam atentos ao desenrolar desse quadro, que pode afetar significativamente o cenário político nacional nos próximos meses.
O que sabemos?
- Militares ligados ao entorno de Bolsonaro defendem ampla anistia por tentativas de golpe.
- Pazuello e Eliéser Girão são citados como apoiadores dessa proposta.
- Pazuello foi ministro da Saúde durante a pandemia e reeleito deputado federal.
- Pazuello é mencionado como potencial integrante de um governo Flávio Bolsonaro.
- A proposta de anistia ainda não foi confirmada oficialmente.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa
- UOL Notícias imprensa




