Caso de assassinato de menina de 8 anos, resolvido após 65 anos, desperta curiosidade
Exame de DNA identifica ex-policial como autor do crime não resolvido desde 1960 em Chicago
Um crime ocorrido há mais de meio século na cidade de Chicago, envolvendo a morte de uma menina de oito anos, foi finalmente elucidado após exames de DNA apontarem um suspeito já falecido. A notícia traz à tona as dificuldades de investigações antigas e a importância das novas tecnologias.
Um caso de homicídio que permaneceu sem solução por 65 anos, envolvendo a morte da pequena Gloria Kowalewicz na cidade de Chicago, nos Estados Unidos, foi resolvido recentemente graças ao avanço nas técnicas de análise de DNA. Segundo informações divulgadas pelo jornal Chicago Tribune, exames genéticos realizados em um serviço de genealogia apontaram para Thomas Francis McInerney, um ex-policial de homicídios da polícia de Chicago que faleceu antes de ser oficialmente acusado pelo crime.
O crime aconteceu em 12 de novembro de 1960, quando Gloria, uma menina de apenas oito anos, saiu de casa localizada no bairro de West Englewood para caminhar até uma igreja próxima, onde iria receber comunhão. A trajetória até o local era curta, mas ela não retornou à residência. Posteriormente, seu corpo foi encontrado em uma área arborizada a quilômetros de sua casa, com dois tiros na cabeça. Na época, as autoridades tiveram dificuldades em obter pistas que levassem à autoria do assassinato, ainda mais sem recursos de análise de DNA como os atuais.
Pessoas próximas e as investigações iniciais não conseguiram identificar o responsável. Entretanto, em 2026, uma investigação reabilitada pela análise genética revelou ligação com McInerney, que na época do crime tinha 24 anos de idade e morava a poucos quarteirões da localidade onde o corpo foi encontrado. Segundo fontes do jornal, a partir dessa descoberta os investigadores realizaram exames comparativos com registros de impressões digitais e evidências balísticas preservadas, culminando na confirmação da suspeita.
Thomas Francis McInerney, que depois ingressou na polícia de Chicago e trabalhou por 28 anos, inclusive na divisão de homicídios, faleceu antes de ser julgado, o que também deixou as famílias da vítima sem justiça oficial. Ainda assim, o irmão de Gloria expressou esperança de que essa resolução permita que seus pais, já falecidos, finalmente encontrem paz. Em entrevista ao Chicago Tribune, ele lamentou que McInerney tenha morrido sem responder por seus atos, reforçando o sentimento de perda e injustiça que ronda o caso há décadas.
Segundo a fonte, McInerney atuou na polícia por quase três décadas e, após se aposentar em 2004, trabalhou como investigador no escritório do defensor público federal em Las Vegas e Reno, tendo recebido inclusive um prêmio por sua atuação profissional. A confirmação do vínculo do suspeito com o crime, portanto, não apenas resolve um mistério antigo, mas também reacende debates sobre o impacto das novas tecnologias na resolução de crimes antigos e na memória de vítimas que aguardavam justiça há gerações.
O que sabemos?
- Exame de DNA apontou um ex-policial falecido como autor do crime.
- Crime aconteceu em 1960, na cidade de Chicago, envolvendo uma menina de oito anos.
- A vítima saiu para ir à igreja e foi encontrada morta em uma área arborizada.
- A resolução do caso veio em 2026, após análises genéticas há seis anos.
- Autor era Thomas Francis McInerney, que morreu antes de ser julgado.
Fontes
- Aventuras na História fonte especializada




