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Malásia manda servidores públicos usarem aplicativos de mapas locais após vinculação com Israel

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Governo malaio proíbe uso do Waze por preocupações de segurança relacionadas ao país de origem do app

Mapa com símbolo de proibição sobre o aplicativo Waze
Imagem: CNN Brasil

A Malásia proibiu seus servidores públicos de utilizarem o Waze, aplicativo de navegação do Google, citando riscos ligados às suas origens israelenses. A medida foi anunciada pelo primeiro-ministro Anwar Ibrahim, que também recomendou o uso de uma alternativa nacional.

Segundo fontes oficiais, a Malásia, país de maioria muçulmana e reconhecida por seu forte apoio à causa palestina, decidiu banir o uso do aplicativo Waze pelo setor público. A decisão veio após uma declaração do primeiro-ministro Anwar Ibrahim, que afirmou estar investigando possíveis riscos de segurança associados ao uso do aplicativo, alegando que o Waze "estava sujeito às leis israelenses". Ainda de acordo com o governo, a medida visa proteger as informações do governo e os dados pessoais dos servidores públicos contra possíveis ameaças de uso indevido por parte do regime israelense.

De acordo com uma fonte do gabinete do primeiro-ministro, a determinação foi tomada em reunião liderada por Anwar Ibrahim, em que foi feita a decisão de implementação imediata da proibição. Uma carta oficial, datada de terça-feira e enviada aos chefes de órgãos governamentais, confirma a instrução de banimento do uso do Waze pelos servidores públicos, bem como a recomendação de utilizar o aplicativo nacional de mapas, desenvolvido pela Autoridade Rodoviária da Malásia, como alternativa segura. A medida não foi acompanhada, até o momento, de um pronunciamento oficial do Google, controladora do Waze, nem da embaixada de Israel em Singapura, que ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

Segundo ainda não confirmado oficialmente, a suspeita de riscos de segurança decorrentes do uso do Waze foi motivada por preocupações relacionadas à origem israelense do aplicativo. O governo da Malásia, que não mantém relações diplomáticas com Israel, tem uma postura firmemente contrária ao país de origem do app, considerado por autoridades malaias como uma possível ameaça à segurança de informações sensíveis.

Na semana passada, o primeiro-ministro Anwar Ibrahim tinha mencionado, também em publicação no Facebook, que o governo estudava possíveis riscos de segurança ligados ao uso do Waze, ressaltando que o aplicativo estaria sob legislação israelense. Como alternativa, ele indicou o uso de aplicativos nacionais, como o TuJu, criado pela Autoridade Rodoviária da Malásia, que oferece recursos similares de navegação e mapas. Ainda não há confirmação de quanto tempo a proibição permanecerá em vigor ou de quais outras ações o governo poderá tomar. A decisão revela uma preocupação de segurança que, até o momento, ainda não foi totalmente detalhada ou esclarecida pela administração malaia.

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O que sabemos?

  • Malásia proibiu servidores públicos de usar o Waze.
  • A decisão foi anunciada por ordem do primeiro-ministro Anwar Ibrahim.
  • Medida visa proteger informações do governo contra supostos riscos ligados à origem israelense do app.
  • A proibição entrou em vigor imediatamente após reunião oficial.
  • Malásia não mantém relações diplomáticas com Israel e é fortemente apoiadora da causa palestina.

Fontes

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