Policial

Polícia investiga suspeitas de fraude na recuperação judicial do Vasco envolvendo ex-jogador e dirigentes

Em apuração ?

Caso revela possíveis manobras na dívida do clube e movimentações internas

Imagem: ge

A Delegacia de Defraudações investiga se houve tentativa de fraude na recuperação judicial do Vasco, envolvendo o ex-jogador Max e o atual presidente da Assembleia Geral, Alan Belaciano.

Segundo informações da delegacia responsável, a investigação mira uma possível tentativa de manipulação no processo de recuperação judicial do Vasco, um dos maiores clubes do Rio de Janeiro. O foco principal é o cálculo da dívida do ex-jogador Max, que atuou pelo clube no início dos anos 2010, e a participação de dirigentes na suposta irregularidade. Ainda não há confirmação oficial de que houve fraude, mas a polícia já ouviu Max, que atualmente trabalha como técnico iniciante, e também convocou o presidente da Assembleia Geral do Vasco, Alan Belaciano, para esclarecer sua possível atuação no caso.

De acordo com o que foi apurado até o momento, o processo de recuperação judicial envolve uma disputa de valores. Em abril, o Vasco impugnou na Justiça os valores reivindicados por Max, cujo montante original havia sido de cerca de R$ 7 milhões. Após ajustes, esse valor foi atualizado para um pouco mais de R$ 8 milhões. A diferença de aproximadamente R$ 2,5 milhões gerou polêmica interna, sobretudo porque, no momento em que a resposta à Justiça foi enviada, Belaciano já exercia a função de presidente da Assembleia Geral do clube. Segundo fontes próximas ao caso, ele era o advogado de Max na ação judicial até 2016, quando transferiu sua defesa para outro advogado, também investigado na operação.

A investigação aponta que o ex-advogado de Max, que hoje também é alvo de apurações, teria mantido participação no processo, enquanto Belaciano estaria atuando ou teria atuado de alguma forma para facilitar ou conduzir as negociações. As declarações de Belaciano à polícia indicam que sua atuação política está relacionada às turbulências internas do Vasco, especialmente após a saída de dirigentes de um grupo antigo que apoiava o atual presidente Pedrinho. Em entrevista ao portal, Belaciano afirmou que deixou de trabalhar para Max em 2017, após a vitória do grupo político Sempre Vasco nas eleições, uma mudança que, na sua versão, teria influenciado o rumo do caso.

A Polícia já ouviu diversas testemunhas ligadas ao Vasco, incluindo ex-gestores, funcionários e representantes de escritórios de advocacia envolvidos na condução do processo. Entre os depoentes estão o ex-CEO do clube, uma ex-diretora jurídica e representantes de escritórios de administração judicial, que participaram de audiências em 2017, 2019 e recentemente. A expectativa é de que o inquérito seja encerrado em aproximadamente um mês, momento em que também deve ser ouvida a testemunha mais importante até então, o presidente do Vasco.

Max, que também foi jogador profissional na década passada, relatou à polícia que seus advogados atuais o informaram sobre o valor de cerca de R$ 8 milhões a ser recebido na ação, porém, de acordo com ele, esse valor estaria limitado a aproximadamente R$ 5 milhões devido às regras do processo de recuperação judicial. Em depoimento, ele ressaltou que suas ações na Justiça envolveram audiências solicitadas por sua relação antiga com alguns advogados, incluindo Belaciano, mesmo após a sua saída do escritório de defesa. Ainda não há confirmação oficial sobre as estratégias e manobras internas que possam ter sido usadas para alterar os valores ou manipular o andamento do processo, aguardando novas apurações e defesas.

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O que sabemos?

  • A Polícia investiga possível fraude na recuperação judicial do Vasco.
  • Max foi ex-jogador do clube e atualmente é técnico iniciante.
  • O valor reivindicado pelo ex-jogador aumentou de R$ 7 milhões para mais de R$ 8 milhões.
  • Durante o processo, o presidente da Assembleia Geral, Alan Belaciano, tinha envolvimento que ainda não foi totalmente esclarecido.

Fontes

  • ge fonte especializada
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