Investigação aponta casa de câmbio na Paulista como possível elo em lavagem de dinheiro do PCC
Operação da Polícia Federal revela conexão de corretora com tráfico internacional e crime organizado
Uma corretora de câmbio localizada na avenida Paulista, em São Paulo, está sob investigação após PF apontar que ela teria sido usada como via para lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A apuração começou em 2021 e revelou movimentações financeiras suspeitas, incluindo remessas de milhões de dólares.
Uma corretora de câmbio instalada numa galeria na avenida Paulista, em São Paulo, está sendo investigada pela Polícia Federal por supostamente atuar como peça central em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas e ao grupo criminoso PCC. Segundo informações divulgadas pela PF, a empresa, que ocupa uma sala pequena decorada com um aquário e adesivos de cédulas estrangeiras, teria desempenhado um papel crucial na entrada de recursos ilegais no Brasil, especialmente de origem estrangeira.
As investigações apontam que os entorpecentes eram inicialmente escoados do porto de Santos, rota que, devido ao aumento na fiscalização, se expandiu para terminais do Nordeste. A PF destacou que operações de tráfico internacional ocorrem atualmente em diversas regiões costeiras do país, com grupos criminosos adotando estratégias de segurança mais sofisticadas, incluindo o recrutamento de mergulhadores para facilitar o transporte de drogas.
De acordo com a Polícia Federal, a corretora, denominada Marmaris Corretora de Câmbio, teria o papel de internalizar no Brasil valores arrecadados no exterior por meio de um método clandestino conhecido como dólar-cabo. Essa técnica envolve compensações financeiras entre operadores em diferentes países, que recebem e transferem recursos por meios ilegítimos, sem o registro formal no sistema bancário oficial. Ainda segundo a PF, o proprietário da corretora, cujo nome não foi divulgado oficialmente, teve sua atuação destacada após a quebra de sigilo bancário de um dos alvos da investigação.
Em contato com o advogado de defesa do empresário, a resposta foi de que ainda não houve manifestação oficial, embora tenham afirmado em juízo que ele
Fontes
- UOL Notícias imprensa





