Policial

Inundações na China e Nepal deixam mais de 1.300 mortos e dezenas de desaparecidos

Em apuração ?

Operações de resgate continuam após dias de desastres naturais na cadeia de Himalaia e sudeste da Ásia

Rescue teams with drones searching in the mountainous region of Nepal after floods
Imagem: CNN Brasil

Após enchentes e deslizamentos, o número de vítimas ultrapassa 1.300, com milhares ainda considerados desaparecidos. Equipes de resgate lutam para encontrar sobreviventes nos locais mais remotos.

As inundações causadas por fortes chuvas na China e no Nepal atingiram níveis devastadores, elevando o saldo de mortes para pelo menos 1.326 em uma semana, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (4). No Nepal, o número de mortos chegou a 1.295, enquanto na China o óbito subiu para 31, conforme o relatório de fontes oficiais. Ainda há cerca de 5.500 pessoas desaparecidas nos dois países, reforçando a gravidade da tragédia.

No Nepal, uma das áreas mais afetadas foi a região do Himalaia, onde uma tragédia na Usina Hidrelétrica Trishuli 3A evidenciou a força destrutiva das águas. Segundo a Autoridade de Eletricidade do Nepal, uma vítima foi encontrada em um túnel da usina após uma operação de resgate que, nove dias após o início da tragédia, conseguiu salvar dois trabalhadores com vida. O corpo foi identificado como Binod Pandey, enquanto a busca por outras pessoas desaparecidas no local está sendo encerrada devido às condições desfavoráveis e à baixa expectativa de encontrá-las ainda vivas, de acordo com o vice-gerente da autoridade, Suresh Raut.

As operações de resgate no Nepal continuam críticas. O Exército local estima que cerca de 40 pessoas possam ainda estar presas no complexo túnel da usina hidrelétrica. Para tentar localizar essas vítimas, equipes utilizam diversos recursos tecnológicos, como detectores térmicos, câmeras de longo alcance, veículos operados remotamente e drones, detalhou o major-general Anup Jung Thapa, em entrevista à CNN. Uma das dificuldades enfrentadas é o canal de drenagem de água, que chega a 26 metros de profundidade, dificultando o trabalho de busca e salvamento. Testemunhas relataram que, na semana passada, testemunharam corpos sendo arrastados pela correnteza enquanto tentavam escapar da enxurrada, uma cena vista por trabalhadores da usina que estavam a mais de 200 metros de distância, enfrentando uma fuga que durou seis horas.

As condições da região, remota e com conectividade limitada, dificultam ainda mais essas operações. Helicópteros continuam decolando a cada momento do quartel de Trishuli, onde dezenas de fotos de pessoas desaparecidas estão afixadas, ilustrando o impacto da tragédia. Ainda não há confirmação oficial sobre o total de vítimas ou de pessoas resgatadas com sucesso, mas o esforço permanece intenso na tentativa de localizar possíveis sobreviventes e controlar os efeitos dessa catástrofe natural.

Segundo fontes ainda não confirmadas, essa tragédia reforça a vulnerabilidade das regiões montanhosas do Himalaia às mudanças climáticas, que têm provocado enchentes mais frequentes e severas. O clima extremo e o impacto das chuvas intensas parecem ser os principais fatores por trás desse aumento de desastres na área, embora detalhamentos técnicos ainda aguardem confirmações de especialistas e autoridades locais.

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O que sabemos?

  • Número de mortos na China e Nepal ultrapassa 1.300.
  • Cerca de 5.500 pessoas continuam desaparecidas.
  • Corpo de uma vítima foi encontrado em um túnel na usina hidrelétrica Trishuli 3A.
  • Resgate de dois trabalhadores com vida ocorreu após nove dias, mas a busca por outros ainda é difícil.
  • Equipes utilizam tecnologia avançada para procurar desaparecidos.
  • Região afetada é remota e de difícil acesso, dificultando as operações.

Fontes

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