Policial

Influencer presa suspeita de ligação com máfia italiana publica frase sobre 'botar fogo' nas redes sociais

Em apuração ?

Paula Simões, investigada por tráfico de drogas ligado à 'Ndrangheta, manifesta coragem em mensagem nas redes sociais

Imagem de uma mulher no Instagram com expressão séria e fundo desfocado
Imagem: G1

Influenciadora digital foi presa preventivamente por suspeita de liderar esquema de tráfico internacional de cocaína após a prisão de familiares. Ela utilizava aplicativo criptografado e se relaciona com um advogado investigado pelo mesmo crime.

A influenciadora digital Paula Simões, conhecida por seu perfil no Instagram com cerca de 29,5 mil seguidores, foi presa na manhã desta sexta-feira por suspeitas de ligação com a organização criminosa italiana 'Ndrangheta, responsável por tráfico internacional de cocaína. Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, Paula teria assumido a liderança do esquema após a prisão do marido e do sogro, em julho de 2019, em Praia Grande, litoral de São Paulo. Ainda não oficialmente confirmada, a investigação aponta que ela utilizava o codinome 'Chanel' em um aplicativo de mensagens criptografadas, o SkyECC, para coordenar atividades relacionadas ao tráfico. Ainda de acordo com a PF, entre as atividades dela estariam negociações com fornecedores, coordenação de carregamentos e movimentação financeira, envolvendo aproximadamente 2,2 toneladas de cocaína que, segundo os investigadores, permaneciam sob controle do grupo após as prisões anteriores. A Polícia também relaciona Paula ao advogado Patrick Cardoso, de Santos, suspeito de atuar como intermediário em contatos com traficantes internacionais e de participar da coordenação de remessas de drogas. A decisão da Justiça Federal, que decretou a prisão preventiva, incluiu medidas de bloqueio de bens, sequestro de imóveis e o confisco de contas bancárias e aplicações financeiras vinculadas à investigada. Uma curiosidade que chamou atenção foi uma publicação feita por Paula nas redes sociais, em que ela afirmou ter coragem de “botar fogo” em outras pessoas, embora não haja confirmação de ligação entre essa frase e as atividades criminosas investigadas. Segundo a própria influenciadora, a mensagem foi uma expressão de coragem e não uma ameaça ou referência direta aos crimes. A Polícia Federal ainda apura se há alguma relação direta entre essa publicação e as ações ilícitas, já que até o momento ela não teria indicado alguém específico na frase. A operação, denominada Eredità, visa desarticular uma organização criminosa de alcance internacional, com vários investigados, além da própria Paula. O juiz responsável determinou o bloqueio de bens e o sequestro de ativos financeiros de todos os envolvidos para garantir o ressarcimento e a responsabilização. Ainda aguardam confirmações outras fontes, já que as divulgações até agora vêm apenas do G1, e o caso está em fase de investigação e coleta de provas.

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O que sabemos?

  • Paula Simões foi presa por suspeita de liderar esquema de tráfico internacional de cocaína ligado à 'Ndrangheta.
  • Ela utilizava o codinome 'Chanel' em aplicativo de mensagens criptografadas.
  • A investigação aponta que ela administrou cerca de 2,2 toneladas de cocaína.
  • Ela publicou uma frase nas redes sociais dizendo ter coragem de 'botar fogo' em pessoas.
  • A Polícia Federal investiga também um advogado suspeito de atuar na operacionalização do esquema.

Fontes

  • G1 imprensa
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