Policial

Novas imagens revelam sequestro e agressão de pedreiro morto em 'tribunal do crime' em Itanhaém

Em apuração ?

Casos de justiça ilegal chocam moradores do litoral paulista; polícia investiga suspeitos envolvidos

Registro de câmeras de monitoramento mostrando o sequestro de Zezinho na rua Emídio de Souza
Imagem: G1

Imagens obtidas mostram o momento em que José Aparecido Ferreira, de 63 anos, foi perseguido, sequestrado e morto após ser acusado de assédio sexual por suspeitos que atuam em um chamado 'tribunal do crime'. Três homens foram presos, duas mulheres estão foragidas, e restos mortais foram encontrados em uma área de mata.

Novas imagens de câmeras de monitoramento reforçam a versão do delegado responsável pela investigação sobre o sequestro e morte de José Aparecido Ferreira, conhecido como 'Zezinho', de 63 anos, ocorrido em Itanhaém, no litoral de São Paulo. Segundo informações apuradas pela Polícia Civil, o pedreiro foi perseguido por três homens na rua Emídio de Souza, no bairro Jardim Oásis, na tarde de 18 de fevereiro. As imagens mostram que Zezinho, que estava de bicicleta, foi atingido por agressões antes de ser forçado a subir em um veículo. Ainda de acordo com fontes da polícia, a mãe de um dos suspeitos conduzia o carro no momento.

Durante a perseguição, Murilo da Silva de Oliveira, um dos homens presos, aparece nas câmeras perseguindo e segurando Zezinho, enquanto outro suspeito, Orlando Tavares de Souza, e um terceiro conhecido como 'Bahia', auxiliavam na manutenção do sequestro. Posteriormente, Murilo, Orlando e Bahia foram detidos, sendo que eles, além do sequestro, também são investigados por homicídio e ocultação de cadáver. As duas mulheres ligadas ao caso, incluindo a esposa de Orlando e a mãe de Murilo, continuam foragidas, suspeitas de participação no crime.

Segundo a polícia, após o sequestro, Zezinho foi levado para uma região de mata, onde partes de seu corpo e uma camiseta foram encontradas em um bananal. A ossada foi recolhida e encaminhada ao Instituto Médico Legal para exames de DNA que possam confirmar sua identidade. Ainda hoje, a polícia busca esclarecer a motivação do episódio, que se insere na investigação de um chamado 'tribunal do crime' — uma prática ilegal onde suspeitos atuam fora do Estado de Direito para julgar e aplicar castigos.

Durante as buscas realizadas na região, familiares da vítima relataram que Zezinho era dedicado à família e trabalhava como pedreiro, ajudando a construir a própria casa e cuidando dos cinco filhos. Uma parente afirmou que ele sempre ensinou valores de respeito, força e resolução de problemas. A mãe dele, que preferiu não se identificar, disse que Zezinho completaria 64 anos em novembro e que seu legado é de amor e força, reforçando a brutalidade do episódio e sua repercussão em comunidade local.

O caso ainda está sob investigação, com o delegado responsável aguardando resultados de exames de DNA e aprofundando as suspeitas sobre uma motivação de Justiça por parte dos envolvidos. A defesa de Murilo negou envolvimento dele com organizações criminosas, e até o momento, o clube não se pronunciou oficialmente sobre os fatos. O que se sabe é que a operação policial continua na região para localizar as duas mulheres foragidas, enquanto familiares e moradores aguardam por justiça diante de uma violência que chocou o litoral paulista.

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O que sabemos?

  • Imagens de câmeras mostram o sequestro e agressões a Zezinho
  • Restos mortais e parte de camiseta foram encontrados em um bananal
  • Três homens presos e duas mulheres estão foragidas
  • Suspeitos atuam em contexto de 'tribunal do crime'
  • Investigação confirma busca por identificação de vítima por DNA

Fontes

  • G1 imprensa
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