Policial

Houthi emitem alerta para possíveis ataques a aeroportos na Arábia Saudita após ofensiva mortal em Riad

Em apuração ?

Grupo extremista do Iêmen alerta companhias aéreas e viajantes sobre vulnerabilidade dos aeroportos sauditas

Ataque a aeroporto com fumaça e danos a avião em Riad
Imagem: G1

Depois de um ataque que deixou 12 mortos e mais de 300 feridos em Riad, os Houthis emitiram um alerta de risco para novos ataques em aeroportos da Arábia Saudita, pedindo cautela às companhias aéreas e viajantes.

Os Houthis, grupo rebelde do Iêmen apoiado pelo Irã, emitiram neste domingo (11) um alerta de risco para futuros ataques a aeroportos na Arábia Saudita. Segundo a própria organização, a medida visa alertar companhias aéreas, funcionários, viajantes e especialistas a evitarem o uso dos aeroportos e do espaço aéreo saudita, com exceção das cidades sagradas de Meca e Medina. A ação ocorre um dia após um ataque ao Aeroporto Internacional de Riad, que deixou 12 mortos e mais de 300 feridos, além de ter sido considerado o mais mortal do reino em mais de uma década. O ataque aconteceu por volta das 15h, horário local, e, de acordo com informações divulgadas até o momento, o sistema de alerta do governo saudita não emitiu avisos prévios, o que chocou a opinião pública e autoridades.

Segundo fontes não confirmadas oficialmente, o grupo assumiu a autoria do bombardeio, que foi uma retaliação aos bombardeios realizados pela Arábia Saudita na região, conforme afirmou uma das principais autoridades dos Houthis. Ainda não há detalhes sobre o tipo de armamento utilizado, mas o impacto foi considerável, forçando o fechamento temporário do Aeroporto Internacional Rei Khalid. Apesar do bloqueio, o Ministério da Energia do país garantiu que a conferência internacional de energia, programada há meses, seguiria normalmente em um centro de convenções a cerca de 10 km do aeroporto, com a presença de mais de 70 ministros, 300 executivos de várias empresas do setor energético e representantes de organizações internacionais.

As reações internacionais não se fizeram esperar. companhias aéreas como Kuwait Airways, Etihad Airways e Qatar Airways anunciaram cancelamentos ou suspensões de voos para Riad, alguns até o dia seguinte. Países incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e Alemanha orientaram seus cidadãos a evitarem o aeroporto, com recomendações diferentes de acordo com cada embaixada. A Embaixada dos Estados Unidos informou que funcionários do governo americano na Arábia Saudita precisam de autorização especial para utilizar o Aeroporto Rei Khalid. Já o presidente americano, Donald Trump, afirmou que seu governo está avaliando a possibilidade de participar dos ataques sauditas contra os Houthis, afirmando que a decisão será tomada após análise do ataque mais recente.

O ataque ao aeroporto de Riad na última quinta-feira (8), que também gerou uma grande fumaça e danos a uma aeronave da Saudi Arabian Airlines, ainda não teve esclarecimentos oficiais, e há uma controvérsia sobre detalhes do episódio. Ainda assim, esse incidente somado ao atentado de sábado revela um momento de alta tensão na região, marcada por combates intensificados entre os Houthis e as forças do governo iemenita, apoiadas pela Arábia Saudita. A escalada dos conflitos e o alerta do grupo rebelde indicam que atos semelhantes podem se repetir, levando a uma maior instabilidade na área.

Os especialistas ainda aguardam confirmações oficiais e detalhes sobre as próximas ações do grupo Houthis, cujo impacto na segurança aérea e na política regional é considerado grave. A questão de quem tem responsabilidade direta e qual será a resposta do governo saudita ainda está sendo avaliada, enquanto o mundo acompanha de perto os desdobramentos dessa escalada de violência na península.

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O que sabemos?

  • Os Houthis emitiram alerta de risco para ataques a aeroportos na Arábia Saudita.
  • Um ataque ao aeroporto de Riad deixou 12 mortos e mais de 300 feridos.
  • O ataque ocorreu por volta das 15h, sem aviso prévio do sistema de alerta saudita.
  • O grupo assumiu a autoria do bombardeio, afirmando que foi retaliação aos bombardeios sauditas no Iêmen.
  • Companhias aéreas como Kuwait Airways, Etihad Airways e Qatar Airways cancelaram ou suspenderam voos para Riad.
  • Países como EUA, Reino Unido, Espanha e Alemanha orientaram seus cidadãos a evitarem o aeroporto.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que seu governo está avaliando participação na resposta ao ataque.

Fontes

  • G1 imprensa
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