Homem é condenado por exploração financeira e maus-tratos a tia idosa em Minas Gerais
Sobrinho de 37 anos fingia ajudar, mas usava aposentadoria da parente de 87 anos para gastar com drogas e pedir dinheiro nas ruas
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve a condenação de um homem por abusar emocionalmente e financeiramente de sua tia de 87 anos, que era obrigada a pedir dinheiro nas ruas de Ituiutaba. Segundo a decisão, ele gastava os rendimentos dela rapidamente, além de causar maus-tratos físicos e psicológicos.
Um sobrinho de 37 anos foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) por maus-tratos e exploração financeira de sua tia de 87 anos, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. Segundo informações ainda não completamente confirmadas, o homem se apropriava da aposentadoria e da pensão que a idosa recebia regularmente, gastando grande parte dos rendimentos em poucos dias, enquanto ela era obrigada a pedir dinheiro nas ruas da cidade para cobrir suas despesas e seu vício em drogas.
De acordo com relatos de uma assistente social responsável pelo acompanhamento do caso, a mulher apresentava sinais claros de abandono, incluindo hematomas, emagrecimento e higiene precária. Ainda segundo essa fonte, ela também apresentava forte dependência emocional do sobrinho, que, além de explorar financeiramente, praticava violência física e psicológica contra ela. Vizinhos relataram episódios em que ouviram o sobrinho gritar e xingar a vítima, além de episódio de agressão física.
Relatos coletados no processo indicam que a idosa, apesar de possuir renda suficiente para viver com dignidade, era frequentemente vista perambulando pelas ruas de Ituiutaba pedindo dinheiro em repartições públicas e locais diversos. Uma assistente social do Creas — Centro de Referência Especializado de Assistência Social — afirmou que a vítima chegou a procurar atendimento pedindo pequenas quantias, alegando que ainda não tinha recebido seus rendimentos e demonstrando forte vínculo afetivo com o sobrinho, tentado protegê-lo. Em uma ocasião, ela justificou hematomas no rosto dizendo que tinha sido picada por inseto, um relato que reforça a situação de vulnerabilidade em que vivia.
Após uma denúncia formal, o TJMG reiterou a condenação do sobrinho, que recebeu uma pena de 1 ano, 5 meses e 15 dias de reclusão, além de detenção. Como a sentença foi convertida em penas restritivas de direitos, ele poderá aguardar em liberdade o trânsito em julgado do processo. Ainda foi mantida uma indenização de R$ 10 mil por danos morais à vítima, valor que, segundo fontes, visa reparar parcialmente o sofrimento por ela enfrentado. A defesa do réu alegou que a idosa ajudava voluntariamente o sobrinho e pediu a absolvição, mas o tribunal considerou que os fatos demonstram manipulação e vulnerabilidade da vítima.
Até o momento, o nome do condenado e os valores exatos das aposentadorias não foram divulgados, para preservar a identidade da idosa. A notícia demonstra a vulnerabilidade de pessoas idosas frente a familiares que utilizam de relações de confiança para cometer abusos, além de reforçar a importância do acompanhamento social para casos de suspeita de maus-tratos e exploração financeira.
O que sabemos?
- Sobrinho de 37 anos foi condenado.
- Idosa de 87 anos recebia aposentadoria e pensão.
- Ela era obrigada a pedir dinheiro nas ruas.
- Havia relatos de violência física e psicológica.
- A idosa apresentava sinais de abandono e dependência emocional.
Fontes
- G1 imprensa




